Acionistas aprovam plano de reestruturação da Raízen
Os acionistas da Raízen aprovaram o plano de reestruturação extrajudicial, que inclui um aumento de capital entre R$3,5 bilhões e R$39,8 bilhões.
A reestruturação resultará na criação da Raízen Energia, focada na produção de açúcar, etanol e bioenergia, enquanto a outra parte se dedicará à distribuição de combustíveis.
O plano, que abrange R$65 bilhões em dívidas, é considerado o maior da história do Brasil e foi motivado por apostas arriscadas e safras ruins.
Por Luciana Magalhaes e Oliver Griffin e Andre Romani
SÃO PAULO, 30 Out (Reuters) – Os acionistas da Raízen votaram nesta sexta-feira a favor da aprovação da implementação do plano de reestruturação extrajudicial da produtora de açúcar e etanol.
O pacote inclui um aumento de capital entre R$3,5 bilhões e R$39,8 bilhões de reais (US$642,2 milhões a US$ 7,3 bilhões).
O conselho de administração da Raízen deve se reunir em 6 de novembro para deliberar sobre a aprovação do aumento de capital, segundo comunicado da companhia.
Como parte da reestruturação, a empresa se dividirá em duas, resultando na criação da Raízen Energia, que se concentrará na produção de açúcar, etanol e produtos de bioenergia, enquanto a parte restante da Raízen se concentrará nas operações de distribuição de combustíveis.
“A empresa iniciará os trabalhos preparatórios para um processo competitivo com o objetivo de avaliar um possível investimento no negócio de distribuição de combustíveis”, informou o documento, acrescentando que as opções poderiam incluir uma oferta pública secundária.
Os acionistas também elegeram membros do conselho de administração tanto para a Raízen Energia quanto para a Raízen, informou a empresa em outro documento.
O plano de reestruturação da Raízen, que totaliza cerca de R$65 bilhões em dívidas, é o maior da história do Brasil e surgiu após uma série de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities.
Fonte: Portal do Holanda
