Ações da AstraZeneca caem 7% após notícias sobre negociações com Bristol Myers
As ações da Astra. Zeneca caíram 6,7%, liderando perdas no índice FTSE 100, após rumores de fusão com a Bristol Myers Squibb.
Analistas questionam a necessidade de uma fusão, destacando que a Astra. Zeneca não apresenta carência de aquisições transformadoras no momento.
A capitalização de mercado conjunta das duas empresas é de quase US$ 400 bilhões, com a Astra. Zeneca avaliada em US$ 264,11 bilhões.
LONDRES, 3 Ago (Reuters) – As ações da Astra. Zeneca caíam acentuadamente nesta segunda-feira, à medida que analistas e investidores questionavam a lógica de uma possível fusão com a Bristol Myers Squibb, após reportagens indicando que as empresas haviam mantido conversas preliminares sobre a formação de uma das maiores farmacêuticas do mundo.
As ações da Astra. Zeneca registravam queda de 6,7%, a maior queda no índice FTSE 100, já que investidores e analistas afirmaram que a maior farmacêutica do Reino Unido não apresentava necessidade óbvia de uma aquisição transformadora, apesar dos potenciais benefícios financeiros.
Uma fonte a par do assunto disse à Reuters que a Astra. Zeneca e a Bristol haviam mantido conversas, confirmando uma reportagem anterior do Financial Times. Na sexta-feira, as duas empresas somavam uma capitalização de mercado de quase US$400 bilhões, com a Astra. Zeneca avaliada em US$264,11 bilhões e a Bristol Myers em US$133,41 bilhões.
“Uma fusão com a Bristol não faz sentido estratégico nem financeiro”, disse Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, acionista da Astra. Zeneca.
“Muitas megafusões anteriores destruíram valor e não há necessidade aparente de a Astra fazer isso”, acrescentou ele.
Embora a Astra. Zeneca tenha concluído este ano uma listagem direta na Bolsa de Valores de Nova York, ressaltando seu foco em seu maior mercado e seu objetivo de se beneficiar das avaliações mais altas nos EUA, um acordo com a Bristol Myers significaria, na prática, uma empresa britânica adquirindo uma das principais gigantes farmacêuticas dos EUA.
Manns disse que o presidente-executivo da Astra. Zeneca, Pascal Soriot, em seus 14 anos à frente da empresa, sempre priorizou a pesquisa e o desenvolvimento em detrimento do corte de custos. “Uma fusão perturbaria profundamente uma empresa bem administrada e com um pipeline completo”, alertou.
Analistas da Jefferies afirmaram em uma nota que estavam perplexos com as notícias sobre as negociações, considerando que a Astra. Zeneca possui um forte “perfil de crescimento e inovação”. “Se há uma empresa que não precisa de engenharia financeira, essa empresa é a Astra. Zeneca”, escreveram eles.
(Reportagem de Maggie Fick, em Londres, Prerna Bedi e Pushkala Aripaka, em Bengaluru)
Fonte: Portal do Holanda
