Acordo sobre Ormuz não deve ser assinado em reunião na segunda, diz autoridade iraniana

Acordo sobre Ormuz não deve ser assinado em reunião na segunda, diz autoridade iraniana

Uma reunião entre o Irã e países do Golfo Pérsico em Omã não deve resultar na assinatura de um acordo sobre o Estreito de Ormuz.

O Irã busca regulamentar o tráfego no estreito e cobrar taxas, proposta que Omã rejeita.

O Barein anunciou que não participará das discussões, enquanto os preços globais do petróleo aumentaram após recentes ataques na região.

12 Set (Reuters) – Uma reunião entre o Irã e os países do Golfo Pérsico, prevista para segunda-feira em Omã, será uma oportunidade para discutir questões como o Estreito de Ormuz, mas não se espera que resulte na assinatura de um acordo sobre a via navegável bloqueada, afirmou neste sábado uma alta autoridade iraniana.

O Irã vem negociando há meses com Omã, que controla a margem oposta do estreito, sobre um acordo que regulamentaria o tráfego por essa via. Omã afirma há muito tempo que suas negociações contam com o apoio de outros países árabes do Golfo Pérsico.

Teerã anunciou na sexta-feira que planeja participar de uma reunião com os países do Golfo Pérsico em Omã na segunda-feira. Omã ainda não anunciou oficialmente a reunião e outros países da região mantiveram silêncio até o momento. O Barein afirmou neste sábado que não participaria de reuniões com o Irã.

A autoridade iraniana, que discutiu os planos sob condição de anonimato, disse que a reunião de segunda-feira foi convocada por iniciativa de Omã e serviria de fórum para discutir outras questões regionais, além do Estreito de Ormuz.

Segundo a autoridade iraniana, o Irã ainda deseja um acordo que lhe permita cobrar taxas dos navios que utilizam o estreito, o que Omã rejeita.

Cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo transitava pelo estreito antes de os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em fevereiro, dando início à guerra.

Os preços globais do petróleo dispararam na última semana depois que tanto os Estados Unidos quanto o Irã atacaram petroleiros no estreito, e os aliados houthis do Irã no Iêmen avançaram para perto de outro importante corredor de petróleo do Oriente Médio, o Estreito de Bab el-Mandeb, no lado oposto da Península Arábica.

(Reportagem de Parisa Hafezi)


Fonte: Portal do Holanda

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