Alex Saab, aliado de Maduro, se declara culpado em processo de corrupção nos EUA
Alex Saab, empresário colombiano e aliado de Nicolás Maduro, se declarou culpado de conspiração para lavagem de dinheiro em tribunal de Miami.
Ele concordou em abrir mão de US$ 195 milhões e cooperar com o Departamento de Justiça dos EUA em investigações relacionadas.
O julgamento de Maduro, que se declara inocente das acusações de tráfico de drogas, está agendado para 1º de junho de 2027.
Por Luc Cohen e Jonathan Stempel
15 Set (Reuters) – Um empresário nascido na Colômbia, com laços estreitos com o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, se declarou culpado nesta terça-feira em um processo de corrupção nos Estados Unidos, enquanto promotores federais se preparam, em um processo separado, para levar Maduro a julgamento no próximo ano.
Alex Saab se declarou culpado de uma acusação de conspiração para lavagem de dinheiro em uma audiência perante a juíza federal Kathleen Williams, em Miami, segundo registros do tribunal.
Ele também concordou em abrir mão de US$195 milhões e cooperar com o Departamento de Justiça dos EUA. Os autos do processo não revelaram a natureza das investigações nas quais Saab poderia oferecer ajuda.
Os advogados de Saab não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
Os promotores afirmaram que Saab roubou milhões de dólares de um programa de assistência social destinado a ajudar a alimentar venezuelanos carentes e transferiu parte dos recursos para contas bancárias nos EUA.
Ele havia se declarado inocente em julho, dois meses após ser extraditado como parte da tentativa da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de se desvincular de partes do governo de seu antecessor.
Saab atuou no governo de Maduro como ministro da Indústria da Venezuela, antes de ser destituído por Rodríguez em janeiro, logo após a captura de Maduro pelas Forças Especiais dos EUA em Caracas. O novo governo da Venezuela deteve Saab no mês seguinte.
O processo criminal nos EUA é o segundo contra Saab.
Em 2020, ele foi detido em Cabo Verde e extraditado no ano seguinte para responder a acusações de lavagem de dinheiro por supostamente ter desviado US$350 milhões da Venezuela em conexão com um esquema de suborno.
O então presidente dos EUA, Joe Biden, concedeu clemência a Saab em dezembro de 2023, como parte de uma troca de prisioneiros.
Maduro está detido sem fiança em uma prisão do Brooklyn, após se declarar inocente das acusações de tráfico de drogas.
Ele alega imunidade contra processos nos EUA por ter liderado um país soberano. Especialistas jurídicos consideram essa uma batalha difícil, em parte porque Washington não reconhece Maduro como presidente da Venezuela desde 2019. O julgamento de Maduro está marcado para 1º de junho de 2027.
(Reportagem de Luc Cohen e Jonathan Stempel em Nova York; )
Fonte: Portal do Holanda
