Brent cai enquanto presidente do Irã discute mediação com chefe do Exército do Paquistão

Brent cai enquanto presidente do Irã discute mediação com chefe do Exército do Paquistão

Os preços do petróleo Brent fecharam em queda de 0,69%, a US$108,79, após atingir US$111,99, a maior cotação em cinco meses.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, se reuniu com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, para discutir mediação regional.

Os ataques dos houthis à Arábia Saudita e a instabilidade na região mantêm os preços do petróleo acima de US$100 por barril.

HOUSTON, 20 Out (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda após atingirem a maior cotação em cinco meses nesta terça-feira, enquanto os operadores avaliavam um encontro entre o presidente iraniano e o chefe do Exército do Paquistão — um importante mediador entre os Estados Unidos e o Irã —, em contraste com os contínuos ataques houthis à infraestrutura saudita e relatos de ataques a embarcações no Golfo.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,69%, a US$108,79. No início do pregão, o contrato com vencimento mais próximo atingiu US$111,99, a maior cotação em cinco meses.

O contrato de novembro do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA, que venceu nesta terça-feira, fechou com queda de US$1,87, ou 1,8%, a US$101,79. Esse valor ficou abaixo da máxima do pregão, de US$110,48, a maior cotação desde abril para um contrato de vencimento próximo. O contrato de dezembro, mais ativo, fechou com queda de 72 centavos, a US$97,82 o barril.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu os esforços de mediação e os desdobramentos regionais durante uma reunião com o chefe do Exército do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir, em Teerã, informou a agência iraniana Nournews nesta terça-feira.

Os esforços de mediação do Paquistão resultaram em um acordo de paz provisório assinado em junho. Mas esse acordo rapidamente fracassou em meio a novos confrontos entre o Irã e os EUA semanas depois.

As negociações em Teerã ocorrem em um contexto de ataques contínuos por parte dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, que afirmaram na segunda-feira ter lançado vários ataques contra alvos energéticos, aeroportuários e militares da Arábia Saudita, como uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo petrolífero de Shaybah, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e o aeroporto de Abha.

As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente as alegações dos houthis, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente.

“Os preços do petróleo continuam bem sustentados… Isso sugere que o mercado está precificando um prêmio de risco significativo, dada a volatilidade da situação”, afirmaram analistas do ING em uma nota nesta terça-feira.

Pelo menos 18 embarcações teriam sido atacadas ao longo de duas semanas, o que mantém o prêmio de risco intacto, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler em uma nota na segunda-feira.

Também na segunda-feira, um ataque houthi a um campo de treinamento das forças de segurança do governo na província de Shabwa, no Iêmen, matou 58 pessoas e feriu mais de 200.

A retomada dos ataques intensificou os temores quanto à estabilidade regional e ressaltou os riscos contínuos ao abastecimento de energia proveniente da região, mantendo os preços do petróleo acima de US$100 por barril.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que está “comprometido em concluir a eliminação do regime iraniano” e conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o assunto no domingo.

(Reportagem adicional de Alex Lawler, em Londres, Anjana Anil, em Bengaluru, e Siyi Liu, em Cingapura)


Fonte: Portal do Holanda

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