Café arábica atinge nova mínima em 10 semanas; açúcar bruto tem mínima em 2 semanas

Café arábica atinge nova mínima em 10 semanas; açúcar bruto tem mínima em 2 semanas

Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE fecharam a US$2,8155 por libra-peso, atingindo mínima em dez semanas devido a boas condições climáticas no Brasil.

As exportações de café verde do Brasil aumentaram 51,5% nas duas primeiras semanas de setembro, com média diária de cerca de 13.500 toneladas métricas.

O açúcar bruto caiu para 17,68 centavos por libra-peso, sua menor cotação em duas semanas, impactado pela queda nos preços do petróleo e condições climáticas.

LONDRES, 16 Set (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE atingiram nesta quarta-feira uma nova mínima em dez semanas, devido às condições climáticas favoráveis no Brasil e ao aumento das exportações, enquanto o açúcar bruto atingiu uma mínima em duas semanas.

* O café arábica fechou em baixa de 2,1 centavos, ou 0,7%, a US$2,8155 por libra-peso, após ter atingido uma mínima de dez semanas de US$2,7705 mais cedo.

* "Os níveis de estoque da ICE permanecem baixos, mas o mercado está sendo pressionado por relatos de fortes exportações do Brasil e condições climáticas favoráveis ​​ao cultivo para a safra de 2027", disse a corretora ADMIS.

* Dados mostraram que as exportações de café verde do Brasil — maior produtor mundial — nas duas primeiras semanas de setembro registraram uma média diária de cerca de 13.500 toneladas métricas, um aumento de 51,5%.

* No entanto, os estoques de café arábica da bolsa subiram para 233.479 sacas mais tarde na quarta-feira, com a divulgação do relatório diário da ICE, afastando-se da mínima de 27 anos de 217.646 sacas, segundo os dados.

* A ICE informou que 16.210 sacas passaram pelas verificações de qualidade para entrar nos estoques certificados, enquanto 2.960 foram reprovadas.

* O café robusta caiu 1,5%, para US$3.430 por tonelada métrica.

* O açúcar bruto apresentou pouca variação, cotado a 17,97 centavos por libra-peso, após ter atingido 17,68 — seu nível mais baixo desde 3 de setembro — mais cedo na sessão.

* Os preços do petróleo recuaram, algo que geralmente incentiva as usinas de cana-de-açúcar no Brasil e na Índia a produzir mais açúcar e menos etanol, um biocombustível derivado da cana.

* O açúcar perdeu terreno após a recente alta que o levou ao maior nível em 16 meses, mas permanece sustentado por possíveis quedas na produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia, disseram operadores.

* O tempo no Brasil deve ficar predominantemente seco nos próximos dez dias, permitindo a continuidade da colheita de cana-de-açúcar.

* A França deve registrar sua menor colheita de beterraba açucareira desde a década de 1970, após ondas de calor e seca terem prejudicado as lavouras no maior produtor agrícola da UE, informou o Ministério da Agricultura.

* O açúcar branco fechou em baixa de US$2,30, ou 0,4%, cotado a US$524,00 por tonelada.

* O cacau em Londres fechou em alta de 63 libras, ou 1,5%, para 4.377 libras por tonelada.

* Compradores de cacau em Gana — o segundo maior produtor mundial — têm cerca de 4 bilhões de cedis (US$349 milhões) a receber do órgão regulador referentes à safra passada e exigem o pagamento antes do início do novo ano-safra, disse uma entidade do setor à Reuters.

* O volume de moagem de cacau na Costa do Marfim, um indicador de demanda, cresceu 21,3% em agosto na comparação anual, atingindo 47.646 toneladas métricas de amêndoas, segundo dados do setor do maior produtor mundial da commodity.

* O cacau em Nova York subiu 0,9%, para US$5.979 por tonelada.

(Reportagem de May Angel)


Fonte: Portal do Holanda

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