Café arábica recua após atingir máxima em quase 6 semanas; cacau também cai
Os contratos futuros do café arábica recuaram 1,2%, fechando a US$3,1245 por libra-peso, após atingirem máxima em quase seis semanas.
O açúcar bruto caiu 1,6%, para 20,13 centavos por libra-peso, marcando o quinto fechamento negativo consecutivo devido à realização de lucros.
O cacau em Londres teve queda de 3,9%, fechando a 4.296 libras por tonelada, enquanto a Indonésia registrou aumento de 2% na moagem de cacau.
NOVA YORK, 22 Out (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE recuaram nesta quinta-feira em relação à recente alta de quase seis semanas, à medida que os operadores realizaram lucros, com a expectativa de que os estoques dos países consumidores continuem a crescer à medida que as exportações do Brasil, principal produtor, ganham ritmo.
* Os futuros de café arábica fecharam em queda de 3,7 centavos, ou 1,2%, a US$3,1245 por libra-peso, após atingirem US$3,1820 na quarta-feira, sua maior cotação desde 9 de setembro.
* "As exportações brasileiras estão fortes e as colheitas do Hemisfério Norte se aproximam, mas uma reposição significativa dos estoques provavelmente ainda levará vários meses", observou o corretor e consultor independente Michael J. Nugent.
* Os estoques de café verde no Japão e na Europa, dois dos maiores mercados para a bebida, diminuíram em agosto em relação ao ano passado, de acordo com dados de entidades do setor.
* Em outros lugares, o mercado está acompanhando de perto a eleição presidencial no Brasil neste domingo.
* Uma vitória de Flávio Bolsonaro é vista como um fator de alta para o real brasileiro. Isso também desestimula os exportadores brasileiros a venderem café cotado em dólares, reduzindo seus retornos em moeda local.
* O café robusta caiu 1,9%, para US$3.301 por tonelada métrica.
* O açúcar bruto fechou em queda de 0,32 centavo, ou 1,6%, a 20,13 centavos por libra-peso, afastando-se da máxima de 21,29 registrada na semana passada, a maior em 19 meses.
* Foi o quinto fechamento negativo consecutivo, já que alguns fundos que mantêm uma posição comprada quase recorde realizaram lucros, uma vez que o mercado não conseguiu manter a alta, segundo corretores.
* O açúcar vinha se beneficiando da alta nos preços da energia, o que incentiva as usinas a aumentar a produção do etanol, biocombustível derivado da cana, em detrimento do açúcar.
* Enquanto isso, espera-se que as chuvas excessivas associadas ao El Niño persistam no Brasil, principal produtor, prejudicando a colheita e reduzindo o teor de sacarose na cana. Há rumores de problemas relacionados às chuvas também na Argentina, prejudicando a moagem da cana no país, embora a Argentina não seja um grande produtor.
* O preço do açúcar branco caiu 1,8%, para US$533,90 a tonelada.
* O cacau em Londres fechou com queda de 173 libras, ou 3,9%, para 4.296 libras por tonelada, após ter fechado com alta de 0,5% na quarta-feira.
* O volume de moagem de cacau da Indonésia, um indicador da demanda, aumentou 2% no trimestre de julho a setembro em comparação com o trimestre anterior, informou um órgão do setor.
* O presidente de Gana, John Dramani Mahama, afirmou que o país tem como meta processar localmente pelo menos 50% de seus grãos de cacau, com apenas 50% da produção anual disponível para exportação.
* O cacau de Nova York caiu 4,5%, para US$5.582 por tonelada.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)
Fonte: Portal do Holanda
