Carney diz que EUA tentam “quebrar” Canadá e pede que Alberta rejeite caminho para separação
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, alertou que os EUA tentam "quebrar" o país e pediu que Alberta não inicie processo de separação.
A votação em Alberta, marcada para 19 de setembro, não é um referendo direto sobre independência, mas pode iniciar um processo legal para isso.
Carney reconheceu frustrações em Alberta, mas advertiu que um resultado favorável à separação poderia gerar divisão e incerteza prolongadas.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou na quinta-feira, 15, que os Estados Unidos estariam tentando "quebrar" o país para tomá-lo, ao pedir que a província de Alberta não inicie um processo rumo à separação no plebiscito marcado para segunda-feira, 19. Em discurso a uma grande manifestação pró-Canadá em Calgary, Carney disse que a consulta ocorre "no pior momento possível", num contexto de maior instabilidade global, e advertiu que forças externas estão trabalhando para dividir o país.
A votação em Alberta não é um referendo direto sobre independência. O que estará em jogo é se a província – rica em petróleo e detentora da quarta maior reserva comprovada do mundo – deve permanecer como província canadense ou instruir o governo provincial a iniciar o processo legal que poderia levar, no futuro, a um novo referendo sobre separação. Carney também alertou eleitores para não tratarem o voto como um simples recado a Ottawa: segundo ele, um resultado contundente pode definir o debate e abrir um período prolongado de divisão e incerteza. "Isso não é pôquer", disse, argumentando que votar contra o Canadá seria um "blefe perigoso".
A fala do premiê canadense ocorre em meio a um agravamento das tensões com Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, vem conduzindo uma guerra comercial com o Canadá e repetindo ameaças de tornar o país o 51º estado americano. Carney tem defendido que o Canadá precisa ser mais resiliente economicamente e menos dependente dos Estados Unidos.
Apesar de criticar o discurso separatista, Carney reconheceu que há frustrações reais em Alberta que alimentam o sentimento de alienação. Segundo ele, historicamente Ottawa teria feito a província sentir que seus recursos "não eram realmente seus" e, mais recentemente, que a contribuição energética de Alberta estaria "contra a maré da história".
Do lado separatista, líderes do grupo Let Alberta Decide reconheceram que Carney representa um desafio político. Tanya Clemens, copresidente do movimento, disse que ele é "formidável", mas argumentou que entendimentos entre Carney e a premiê de Alberta, Danielle Smith, seriam apenas promessas que não solucionam queixas antigas.
Keith Wilson, outra liderança do grupo, contestou a tese do premiê canadense de que a instabilidade global torna o momento inadequado para a consulta e defendeu que Carney deveria buscar no Parlamento a revogação de medidas federais criticadas por separatistas – incluindo uma autoridade que poderia ser usada para taxar exportações de petróleo em eventual retaliação aos EUA.
A premiê Danielle Smith, que convocou a votação mas defende a permanência na Confederação, disse ter votado na quarta-feira para Alberta permanecer no Canadá. A votação antecipada segue até sábado, 17, e o pleito final ocorre na segunda-feira. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Fonte: Portal do Holanda
