CEO da Lufthansa diz que há pouca sobreposição de voos em acordo com TAP

CEO da Lufthansa diz que há pouca sobreposição de voos em acordo com TAP

Carsten Spohr, CEO da Lufthansa, afirmou que a sobreposição de voos com a TAP é limitada, destacando a complementaridade das malhas aéreas.

A Lufthansa propôs adquirir até 49,9% da TAP por 1,2 bilhão de euros, necessitando da aprovação da Comissão Europeia.

Lisboa se tornará o sétimo hub da Lufthansa, aumentando sua participação no mercado Europa-América Latina de 9% para cerca de 20%.

LISBOA, 3 Nov (Reuters) – A Lufthansa e a companhia aérea portuguesa TAP têm pouca sobreposição em sua malha aérea, embora ainda seja muito cedo para discutir possíveis medidas antitruste relacionadas à aquisição planejada pela Lufthansa de até 49,9% da TAP, afirmou o presidente-executivo da companhia aérea alemã, Carsten Spohr, nesta terça-feira.

O negócio, que precisa da aprovação antitruste da Comissão Europeia, tornaria Lisboa o hub de longa distância da Lufthansa para o Atlântico Sul e mais que dobraria sua participação no mercado Europa-América Latina.

Em 14 de outubro, o governo português escolheu a oferta da Lufthansa de 1,2 bilhão de euros (US$1,34 bilhão) por até 49,9% da TAP. A companhia aérea alemã também ofereceu 863 milhões de euros em dinheiro e uma participação de 5% no Grupo Lufthansa, avaliada em 488 milhões de euros, pela participação remanescente de 50,1% do Estado português na TAP, caso o governo decida vender essa participação.

A Lufthansa, que já é proprietária da Austrian Airlines, da ITA Airways e da Swiss, entre outras companhias aéreas, superou a rival Air France-KLM depois que ambas as companhias apresentaram suas propostas finais pela companhia aérea portuguesa no final de setembro.

Spohr afirmou que a Lufthansa abordaria quaisquer negociações sobre medidas corretivas com a Comissão Europeia e o governo português “de maneira profissional”, citando a experiência do grupo com investimentos em outras companhias aéreas europeias.

“Quanto a possíveis sobreposições, acreditamos que elas sejam bastante limitadas, devido ao fato de que os mercados da TAP e do Grupo Lufthansa não se sobrepõem em grande medida”, disse Spohr a repórteres após assinar o acordo de aquisição da TAP com o governo português.

“É muito cedo para falar sobre medidas corretivas específicas”, disse ele.

“Nossas redes se complementam de maneira ideal e abrem novas oportunidades de crescimento para nós em Portugal e, em particular, na América do Sul e no Brasil”, disse Spohr.

O principal atrativo da TAP são seus valiosos horários de pouso que conectam Lisboa ao Brasil, à África lusófona e aos Estados Unidos — rotas que sustentam os laços da diáspora portuguesa, os fluxos turísticos e as relações de investimento.

Lisboa se tornaria o sétimo hub da Lufthansa, com os aeroportos do Porto, dos Açores, da Madeira e do Algarve também desempenhando papéis fundamentais na estratégia de crescimento do grupo, disse Spohr.

O acordo elevaria a participação da Lufthansa no mercado Europa-América Latina de 9%, atualmente, para cerca de 20%, “colocando o grupo alemão em pé de igualdade com seus principais concorrentes”, disse Spohr.

(Reportagem de Sergio Gonçalves)


Fonte: Portal do Holanda

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