CEO do Manchester City diz ao conselhor da EFC que caso financeiro ainda não é público
Ferran Soriano, CEO do Manchester City, afirmou que o caso financeiro do clube ainda não foi divulgado publicamente durante reunião com a EFC.
O City enfrenta 114 das 115 acusações de violações financeiras, mas nega qualquer irregularidade e planeja recorrer da decisão.
A Assembleia Geral da EFC, que ocorrerá em Copenhague, contará com a presença de Nasser Al-Khelaifi e Aleksander Ceferin, discutindo governança e regulamentação no futebol.
COPENHAGUE, 28 Set (Reuters) – O presidente-executivo do Manchester City, Ferran Soriano, insistiu que nenhuma decisão havia sido divulgada publicamente sobre o caso financeiro do clube ao se dirigir ao conselho da European Football Clubs (EFC) nesta segunda-feira, informou à Reuters uma fonte a par das discussões.
Soriano, que faz parte do conselho da EFC, também se recusou a comentar com os repórteres sobre o City ter sido considerado culpado de 114 das 115 supostas violações das regras financeiras da Premier League, de acordo com reportagens da mídia confirmadas à Reuters por uma fonte a par da situação.
A expectativa é que o City, que tem negado consistentemente qualquer irregularidade, recorra da decisão.
O caso servirá de pano de fundo para a Assembleia Geral, que reunirá cerca de 500 dos 850 membros da EFC em Copenhague para a reunião de terça-feira e ocorre em um momento em que questões de governança também dominam o debate no topo do futebol mundial.
O presidente da EFC, Nasser Al-Khelaifi, deve se dirigir aos delegados, com a presença do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi convidado, mas é muito improvável que esteja presente, já que a delegação da Fifa deverá ser representada pelo secretário-geral, Mattias Grafstrom.
Em nível global, Infantino propôs uma avaliação externa independente da governança e do processo decisório da Fifa após o fracasso de um plano para atrair investimento privado para seus negócios de direitos comerciais — uma proposta que gerou resistência por parte de várias confederações e federações nacionais.
O debate levantou questões mais amplas sobre como as principais decisões são tomadas, quanto poder está nas mãos da liderança da Fifa e qual o papel que clubes, ligas, confederações e federações nacionais devem desempenhar na definição do futebol.
O caso do City acrescenta uma dimensão nacional a esse mesmo debate, voltando a atenção para a regulamentação financeira, a fiscalização e a relação entre clubes poderosos e órgãos reguladores.
Ainda não foi anunciada nenhuma sanção e o processo não está concluído.
A presença de Ceferin dará ainda mais peso à assembleia geral, com a própria Uefa ocupando um papel central no debate mais amplo sobre governança, regulamentação e equilíbrio de poder no futebol europeu e mundial.
(Reportagem de Julien Pretot e Lori Ewing)
Fonte: Portal do Holanda
