Colisão entre trens de alta velocidade deixa 64 mortos e 80 feridos na Espanha

Colisão entre trens de alta velocidade deixa 64 mortos e 80 feridos na Espanha

Pelo menos 64 pessoas morreram e 80 ficaram feridas após a colisão de dois trens de alta velocidade na Espanha, entre Mora e Orgaz.

As composições da Iryo e Renfe transportavam 147 e 397 passageiros, respectivamente, e o impacto causou o descarrilamento de vagões.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez e outras autoridades expressaram solidariedade às vítimas, enquanto as causas do acidente permanecem sob investigação.

Colisão fatal – Foto: Divulgação Guarda Civil

Pelo menos 64 pessoas morreram e outras 80 ficaram feridas após dois trens de alta velocidade colidirem na Espanha, nesta quarta-feira (28). O acidente ocorreu entre as cidades de Mora e Orgaz, na região de Castilla-La Mancha, e provocou a interrupção do transporte ferroviário entre Madri e a Andaluzia, no sul do país.

As composições envolvidas pertenciam às operadoras Iryo e Renfe. Segundo a porta-voz do governo regional, Ester Padilla, o trem da Iryo transportava 147 passageiros, enquanto o da Renfe levava 397 pessoas. O impacto provocou o descarrilamento de vagões, que ficaram parcialmente destruídos e espalharam destroços por um aterro próximo à ferrovia.

Uma das hipóteses investigadas é que o acidente tenha sido precedido por uma falha de sinalização. De acordo com informações atribuídas a uma fonte ouvida pela agência Reuters, o trem da Iryo estava parado nas proximidades de Toledo por determinação da Adif, empresa responsável pela infraestrutura ferroviária, quando foi atingido pela composição da Renfe. As circunstâncias da colisão ainda precisam ser esclarecidas.

Os relatos de passageiros dão dimensão da violência do impacto. Um homem identificado como Miguel contou à rádio COPE que ouviu um estrondo intenso por cerca de dez segundos e, ao olhar pela janela, avistou o outro trem destruído.

Uma passageira da Iryo, identificada como Eduarda, relatou à rádio Cadena SER que foi arremessada para a frente com o impacto. Inicialmente, ela pensou que o trem tivesse realizado uma parada de emergência, mas percebeu a gravidade da situação ao ver pessoas feridas e receber orientações para deixar a composição.

O prefeito de Los Yébenes, Jesús Pérez Martín, também relatou a gravidade dos ferimentos. Segundo ele, as primeiras informações recebidas mencionavam vítimas com mutilações e lesões graves. Em Urda, município próximo ao local do acidente, os serviços de emergência solicitaram a preparação de um ginásio para receber feridos.

A tragédia provocou manifestações de autoridades espanholas e europeias. O primeiro-ministro Pedro Sánchez lamentou o ocorrido e declarou solidariedade às vítimas e aos familiares. A ministra da Saúde, Mónica García, pediu doações de sangue para auxiliar no atendimento aos feridos.

O rei Felipe VI também expressou pesar pelas mortes, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente francês, Emmanuel Macron, manifestaram solidariedade diante do acidente.

Com a suspensão da circulação ferroviária nos trechos entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia, passageiros enfrentam interrupções nos deslocamentos. A agenda oficial do primeiro-ministro foi cancelada, assim como eventos de campanha do Partido Popular, principal sigla de oposição no país. As causas da colisão seguem sob apuração.


Fonte: Portal do Holanda

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