Colômbia revoga decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior

Colômbia revoga decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior

O governo da Colômbia, liderado pelo ministro da Fazenda Miguel Gomez, revogou decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior a 30%.

Asofondos, associação do setor, informou que os fundos administram cerca de 579 trilhões de pesos (US$179 bilhões) para quase 20 milhões de participantes.

A medida visa permitir maior diversificação das carteiras e evitar valorização excessiva do peso frente ao dólar, segundo Gomez.

BOGOTÁ, 7 Out (Reuters) – O governo recém-empossado da Colômbia revogou um decreto que limitava os investimentos de fundos de pensão privados no exterior a 30%, afirmou o ministro da Fazenda, Miguel Gomez, nesta quarta-feira.

O decreto anterior, emitido em abril passado pelo governo do ex-presidente Gustavo Petro, tinha como objetivo obrigar os fundos de pensão a repatriar capital para impulsionar investimentos em infraestrutura e projetos econômicos nacionais.

“Ao remover essa restrição, os fundos poderão diversificar melhor suas carteiras, acessar mais mercados e buscar retornos mais elevados”, disse Gomez em uma mensagem gravada.

A associação setorial Asofondos informou que as gestoras de fundos privados da Colômbia, entre as quais se incluem Porvenir, Proteccion, Colfondos e Old Mutual, administram uma carteira combinada de aproximadamente 579 trilhões de pesos (US$179 bilhões) em nome de quase 20 milhões de participantes.

A regra anterior exigia a repatriação gradual de mais de 100 trilhões de pesos (US$30,9 bilhões) para a economia colombiana, segundo a Asofondos. Atualmente, os investimentos estrangeiros representam aproximadamente 48% da carteira total dos fundos, o que equivale a quase 278 trilhões de pesos (US$85,8 bilhões).

O decreto anterior corria o risco de provocar uma forte valorização do peso em relação ao dólar e elevar artificialmente os preços dos ativos domésticos.

“Estamos corrigindo essa política antes que ela entre em vigor e tenha qualquer impacto significativo”, acrescentou Gomez.

(Reportagem de Carlos Vargas e Nelson Bocanegra)


Fonte: Portal do Holanda

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