Companhias aéreas latino-americanas miram retorno à Venezuela, mas ainda há obstáculos

Companhias aéreas latino-americanas miram retorno à Venezuela, mas ainda há obstáculos

As companhias aéreas latino-americanas estão se preparando para retomar voos para a Venezuela, impulsionadas pela reabertura de canais diplomáticos.

Obstáculos como a infraestrutura aeroportuária danificada e um marco regulatório desatualizado dificultam a recuperação do setor aéreo no país.

A LATAM Airlines expressou otimismo quanto à reabertura, mas ainda não anunciou novas rotas, aguardando melhorias nas condições locais.

CIDADE DO MÉXICO, 19 Out (Reuters) – As companhias aéreas latino-americanas estão demonstrando um interesse renovado pela Venezuela, à medida que os canais diplomáticos são reabertos e as companhias se preparam para restabelecer as conexões com Caracas.

No entanto, executivos do setor afirmaram que a infraestrutura aeroportuária danificada e um marco regulatório desatualizado continuam sendo os principais obstáculos para uma recuperação mais ampla.

A Venezuela possui forte potencial de longo prazo devido à sua localização, mas a prioridade imediata é reconstruir a plataforma de aviação do país após os terremotos mortais de junho terem danificado seu principal aeroporto internacional em Maiquetía, nos arredores de Caracas, afirmou Peter Cerda, diretor da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), em uma coletiva de imprensa no domingo.

“Acho que a Venezuela tem um potencial significativo. Estrategicamente e geograficamente, está em uma localização perfeita. É um mercado com grandes oportunidades”, disse Cerda.

A Alta tem mantido um diálogo constante com as autoridades venezuelanas, disse Cerda, mas os esforços de recuperação de emergência têm tido prioridade sobre discussões políticas mais amplas.

A LATAM Airlines disse estar otimista com o processo de reabertura e com a melhora nas relações diplomáticas entre o Chile, onde fica sua sede, e a Venezuela.

O diretor-executivo da LATAM, Roberto Alvo, não chegou a anunciar rotas adicionais, mas disse que a LATAM avaliaria oportunidades futuras à medida que as condições melhorarem.

“O interesse da LATAM é continuar conectando a América do Sul entre si e com o mundo… À medida que percebermos que podemos desenvolver nossa conectividade com a Venezuela, avaliaremos essas oportunidades”, disse Alvo.

Cerda afirmou que o interesse na reabertura não se limita a uma única companhia aérea ou a um único mercado, acrescentando que companhias aéreas dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio também estavam voltando a considerar a Venezuela.

(Reportagem de Kylie Madry)


Fonte: Portal do Holanda

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