Congo testa passageiros após interceptação de embarcação com suspeita de caso de Ebola perto de Kinshasa
Mais de 300 passageiros de uma embarcação fluvial estão sendo examinados em Kinshasa após a morte de um homem suspeito de Ebola.
Amostras de quatro passageiros com sintomas foram coletadas e enviadas para análise, com resultados esperados para sexta-feira.
As autoridades decidiram ampliar o uso de uma vacina contra o Ebola do Zaire e do antiviral remdesivir nas áreas afetadas.
DAKAR, 6 Ago (Reuters) – As autoridades de saúde congolesas estavam examinando mais de 300 pessoas que viajavam em uma embarcação fluvial interceptada perto de Kinshasa nesta quinta-feira, depois que a morte de um passageiro suspeito de ter Ebola gerou preocupações de que o vírus pudesse ter se espalhado a bordo, informaram as autoridades.
As autoridades enviaram um laboratório móvel para a embarcação depois que ela foi parada em Maluku, a cerca de 65 km rio acima da capital, na quarta-feira.
O secretário-geral do Ministério da Saúde do Congo, Body Ilonga Bompoko, disse que todos os passageiros estavam passando por verificações de temperatura e exames clínicos.
Ele disse aos repórteres que amostras haviam sido coletadas de quatro passageiros com sintomas, incluindo febre, e enviadas para análise, com resultados previstos para sexta-feira.
DÚVIDAS SOBRE CASO SUSPEITO
A operação foi iniciada depois que as autoridades de saúde da província de Mongala relataram, em 25 de julho, a morte de um homem de 32 anos suspeito de ter Ebola, que se acredita ter viajado na embarcação.
Autoridades apresentaram versões divergentes sobre os deslocamentos do homem e sobre onde ele poderia ter contraído o vírus.
O diretor-geral do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África, Jean Kaseya, disse aos repórteres nesta quinta-feira que o barco vinha da província de Mongala, onde não foram registrados casos de Ebola, e não da província de Tshopo, onde o surto se espalhou. As autoridades congolesas haviam identificado anteriormente Kisangani, capital de Tshopo, como o ponto de origem da embarcação.
Kaseya também afirmou que o homem adoeceu enquanto viajava na embarcação, enquanto o ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, disse na quarta-feira que ele apresentou sintomas somente após desembarcar.
O chefe provincial de saúde de Mongala, Eustache Bibala Faray, disse que as autoridades não haviam determinado onde o homem embarcou na embarcação. Autoridades de saúde inicialmente o associaram a Kisangani porque os documentos encontrados com ele indicavam que ele era daquela cidade, disse ele à Reuters.
VACINAS E TRATAMENTOS SERÃO AMPLIADOS
Separadamente, Kaseya disse que as autoridades decidiram ampliar o uso de uma vacina desenvolvida contra a espécie do vírus Ebola do Zaire, depois que dados sugeriram que ela oferecia alguma proteção contra a espécie Bundibugyo, responsável pelo surto atual.
Ele disse que as autoridades também planejam ampliar o uso do medicamento antiviral remdesivir nas áreas afetadas.
(Reportagem de Clement Bonnerot e Benoit Nyemba)
Fonte: Portal do Holanda
