Construtoras sobem após prévias do trimestre indicarem crescimento de vendas
As ações de construtoras no Ibovespa subiram após dados preliminares do terceiro trimestre, com a MRV Engenharia liderando os ganhos com alta de 5,3%.
A MRV encerrou o trimestre com geração de caixa de R$456 milhões e vendas líquidas de R$3 bilhões, um aumento de 29,6%.
A Construtora Tenda e a Cury também apresentaram crescimento nas vendas, com altas de 4,4% e 10,7%, respectivamente, refletindo resultados positivos no setor.
9 Out (Reuters) – As ações de construtoras listadas no Ibovespa avançavam na abertura do pregão desta sexta-feira após a publicação de dados preliminares do terceiro trimestre.
A MRV Engenharia e Participações liderava os ganhos do setor com valorização de 5,3% às 10h35, a R$6,77 por ação ordinária, se encaminhando para um ganho semanal de 20%.
O grupo imobiliário e de construção encerrou o terceiro trimestre com geração de caixa de R$456 milhões e elevou as vendas líquidas em 29,6%, para R$3 bilhões, com o valor médio dos apartamentos vendidos subindo 3,1%, para R$276 mil, segundo dados divulgados na véspera.
Analistas do Itaú BBA afirmaram em nota que a MRV apresentou um desempenho misto para o período, mas com ritmo de vendas sólido, embora os números tenham sido inflacionados por mudança na metodologia de reconhecimento de vendas da empresa.
A Construtora Tenda avançava 3,15%, a R$30,42, a caminho de um ganho semanal de 7,5%, após registrar crescimento de 4,4% nas vendas do período, totalizando R$1,29 bilhão.
Já a Cury subia 3,1% para R$32,45 na abertura do pregão e se encaminhava para uma valorização semanal de 17%.
A construtora e incorporadora anunciou crescimento de 10,7% nas vendas líquidas do terceiro trimestre, atingindo R$1,8 bilhão. O valor médio dos apartamentos vendidos foi de R$322,8 mil, alta de 7,7% sobre um ano antes.
Em nota, os analistas do Itaú BBA destacaram que os resultados da Cury foram melhores do que o previsto. Segundo Elvis Credendio e equipe, a Cury conseguiu manter uma sólida relação vendas/suprimento, enquanto a geração de caixa deve garantir, em grande parte, um ritmo sólido de crescimento dos lucros e sustentar uma valorização atraente.
(Por Michael Susin, em Barcelona. Edição de Pedro Fonseca)
Fonte: Portal do Holanda
