Coreia do Norte afirma que seu status nuclear é “irreversível” após repreensão da agência nuclear da ONU
Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, criticou a AIEA por sua resolução contra o programa nuclear da Coreia do Norte, alegando parcialidade.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte declarou que seu status nuclear é "irreversível" e fundamentado na dissuasão.
Kim Jong Un inspecionou fábricas de munições, destacando a necessidade de modernizar a capacidade de defesa das Forças Armadas do país.
SEUL, 18 Set (Reuters) – Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano, Kim Jong Un, acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no sábado (horário local) de aplicar dois pesos e duas medidas, depois que a agência aprovou uma resolução criticando o programa de armas nucleares de Pyongyang.
O “ponto de vista tendencioso e o duplo padrão” da AIEA são “o fator fundamental que está causando o colapso do sistema internacional de não proliferação nuclear”, afirmou Kim Yo Jong em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA.
Ela afirmou que a agência fechou os olhos às “atividades flagrantes de proliferação nuclear” dos Estados Unidos e ao “plano de introdução de submarinos nucleares” da Coreia do Sul, ao mesmo tempo em que aprovou à força uma resolução contra as “atividades nucleares legítimas e de autodefesa” da Coreia do Norte.
Em um comunicado separado da KCNA, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte também rejeitou a resolução, declarando que seu status como potência nuclear é irreversível e respaldado por sua força de dissuasão nuclear.
A KCNA informou ainda que o líder norte-coreano Kim Jong Un realizou, nesta semana, uma visita de inspeção de três dias às principais fábricas de munições.
Kim enfatizou que a artilharia da Coreia do Norte deve tanto combater quanto dissuadir a guerra com “a capacidade ofensiva mais concentrada e destrutiva, maciça e versátil”, informou a KCNA.
Kim acrescentou que os esforços da Coreia do Norte para modernizar todos os componentes de sua capacidade de defesa estão provocando “uma mudança significativa” na composição e nos meios de suas Forças Armadas.
Analistas afirmam que a Coreia do Norte vem reformulando suas Forças Armadas com a ajuda da Rússia desde que os dois países assinaram um tratado de defesa mútua em 2024. Eles afirmam que a experiência de combate adquirida pelas tropas de Pyongyang enviadas para a guerra na Ucrânia também contribuiu para esse esforço.
(Reportagem de Joyce Lee; )
Fonte: Portal do Holanda
