Crise em Ceuta alimenta extrema-direita da UE, apesar da queda na chegada de imigrantes, diz comissário
O comissário da UE para a Imigração, Magnus Brunner, afirmou que imagens de imigrantes em Ceuta aumentam o apoio à extrema-direita, apesar da queda nas chegadas.
A Espanha estima que 12 mil migrantes permanecem em Ceuta, após mais de 72 mil terem cruzado a fronteira no final de julho.
Brunner defendeu a repatriação rápida de imigrantes e a necessidade de implementar um sistema acordado para controlar a imigração na Europa.
BRUXELAS, 18 Set (Reuters) – Imagens de imigrantes cruzando a fronteira para o enclave espanhol de Ceuta, no Norte da África, têm alimentado o apoio a partidos de extrema-direita, apesar de uma queda acentuada nas chegadas irregulares à Europa em decorrência de políticas de imigração mais rígidas, afirmou nesta sexta-feira o comissário da UE para a Imigração, Magnus Brunner.
Mais de 72 mil pessoas entraram no enclave vindas de Marrocos no final de julho, embora a maioria tenha partido posteriormente. A Espanha estima que 12 mil migrantes permaneçam no pequeno território, incluindo menores de idade.
“Temos os números em queda, mas as imagens de Ceuta, é claro, ofuscam os sucessos reais e os fatos e números concretos”, disse Brunner à Reuters em uma entrevista.
Ele disse que essas imagens “alimentam a extrema-direita”, e é por isso que “é tão importante repatriar essas pessoas o mais rápido possível para mostrar que temos o controle”.
Fonte: Portal do Holanda
