El Salvador libera ex-presidente Saca após pena de 10 anos por corrupção

El Salvador libera ex-presidente Saca após pena de 10 anos por corrupção

Elias Antonio “Tony” Saca, ex-presidente de El Salvador, foi libertado após cumprir 10 anos de pena por corrupção.

Saca desviou e lavou mais de US$ 300 milhões do orçamento estatal durante seu governo de 2004 a 2009.

Ele é um dos quatro ex-presidentes salvadorenhos acusados de corrupção, enquanto outros três evitaram a prisão.

SAN SALVADOR, 29 Out (Reuters) – Elias Antonio “Tony” Saca, ex-presidente salvadorenho preso por corrupção, foi libertado nesta quinta-feira, informou seu advogado, que estava ao lado do político quando eles deixaram o tribunal.

Saca, de 61 anos, cumpriu uma pena reduzida de 10 anos após se declarar culpado de desviar e lavar mais de US$300 milhões do orçamento do Estado durante seu governo, entre 2004 e 2009.

Seu advogado, Mario Machado, disse que o ex-presidente cumpriu integralmente sua pena, sem receber benefícios de libertação antecipada. “Os 10 anos foram cumpridos”, afirmou Machado.

“Viemos ao tribunal para comunicar formalmente a libertação. O pedido foi feito ontem mesmo.”

Embora Saca tenha sido condenado em 2018, o início de sua pena retroagiu a 2016, quando foi preso durante o casamento de seu filho. Um acordo judicial permitiu que Saca reduzisse uma pena que poderia chegar a 30 anos.

Saca é um dos quatro presidentes salvadorenhos que enfrentaram acusações de corrupção, embora os outros ex-líderes tenham conseguido evitar a possibilidade de cumprir pena de prisão. Mauricio Funes e Salvador Sánchez Cerén fugiram para a Nicarágua, e Francisco Flores faleceu antes que seu julgamento pudesse começar.

Empresário e locutor de rádio, Saca exerceu a Presidência como membro da conservadora Aliança Republicana Nacionalista (Arena).

Em 2014, após sua expulsão do partido, ele tentou retornar à presidência com a Grande Aliança para a Unidade Nacional (Gana), mas a Suprema Corte considerou sua candidatura inconstitucional.

O Ministério Público alegou que Saca desviou recursos públicos para uso pessoal e para beneficiar seus aliados, inclusive canalizando grandes somas de dinheiro para seu partido. Em um processo civil separado, Saca foi condenado a restituir milhões de dólares ao Estado.

(Reportagem de Gerardo Arbaiza)


Fonte: Portal do Holanda

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