Eleições de meio de mandato nos EUA podem redefinir os dois últimos anos de Trump
Os americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que podem alterar o equilíbrio de forças em Washington até janeiro de 2029.
Mais de 54,5 milhões de pessoas já votaram antecipadamente, sendo 30 milhões presencialmente e 24 milhões pelo correio, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida.
Os republicanos controlam atualmente a Câmara dos Representantes e o Senado, mas os democratas precisam de pelo menos 51 cadeiras para tomar o Senado.
Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, as midterms, que podem alterar o equilíbrio de forças em Washington até o fim do governo de Donald Trump, previsto para janeiro de 2029. Até esta segunda-feira (2/11), 54,5 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida: 30 milhões presencialmente e 24 milhões pelo correio. As informações são da BBC.
Serão eleitos todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes, com mandatos de dois anos, e 35 das 100 cadeiras do Senado, cujos mandatos são de seis anos. Também haverá eleições estaduais, como as de governador na Califórnia, Flórida, Geórgia e Michigan.
Hoje, os republicanos controlam as duas casas, mas com margem estreita: têm 218 cadeiras na Câmara, o mínimo para a maioria, além de um independente que vota com o partido, e 53 no Senado. Para tomar o Senado, os democratas precisam de pelo menos 51 cadeiras, já que o vice-presidente, republicano, desempata em caso de 50 a 50.
A economia domina o debate, com a pressão dos preços de combustíveis, alimentos, saúde e moradia. A inflação segue acima da meta do Federal Reserve, em parte por causa da guerra iniciada por EUA e Israel contra o Irã em fevereiro. Os democratas também culpam as tarifas de Trump pela alta dos preços.
A imigração é outro eixo central. Os republicanos dizem que Trump cumpriu a promessa de reforçar a fronteira e endurecer o combate à imigração ilegal, política frequentemente criticada. Já a regulação da inteligência artificial ganhou força nas últimas semanas: políticos dos dois partidos defendem controles, em oposição a Trump.
Historicamente, os eleitores tendem a punir o partido do presidente. Trump começou o segundo mandato com pouco mais de 50% de aprovação e, no início de outubro, estava em cerca de 37%, com 61% de desaprovação, segundo o Silver Bulletin. As pesquisas apontam avanço democrata, mas, como já subestimaram o apoio a Trump no passado, podem errar de novo.
A CBS News, parceira da BBC nos EUA, destaca dez disputas decisivas para o Senado, em estados como Iowa e New Hampshire, e 42 para a Câmara, em estados como Arizona e Ohio. Michigan também é peça-chave: a vaga, hoje de um democrata que vai se aposentar, não elege um republicano desde 1994. A redefinição dos distritos eleitorais, com republicanos e democratas criando mapas mais favoráveis a si, torna o resultado menos previsível.
Trump pediu que os eleitores votem como se o nome dele estivesse na cédula. A estratégia pode mobilizar apoiadores do movimento MAGA, que costumam comparecer menos em eleições de meio de mandato, mas também pode levar às urnas quem o rejeita. “Se não vencermos as eleições de meio de mandato, vão me culpar”, disse em comício no Tennessee.
Se os democratas conquistarem uma das casas, o presidente terá dificuldade para aprovar leis, embora possa recorrer a ordens executivas. Em entrevista à Fox News, afirmou que seria o “Sr. Veto” e que vetaria tudo até que os adversários aceitassem negociar.
A oposição também poderia usar comissões para convocar autoridades, pedir documentos e investigar denúncias de corrupção, o novo salão de baile da Casa Branca e as ações do ICE, o serviço de imigração. Há ainda debate entre os democratas sobre abrir um processo de impeachment. Com o Senado, poderiam barrar indicações de juízes e altos cargos, inclusive para a Suprema Corte.
Derrota republicana nas Midterms pode levar a um terceiro impeachment de Trump? Entenda
Fonte: Portal do Holanda
