Equipes de resgate buscam vítimas entre escombros após terremoto na Indonésia

Equipes de resgate recuperaram quatro corpos, elevando o total de mortos para 51 após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o leste da Indonésia.

Mais de 900 casas foram destruídas e 450 danificadas, deixando cerca de 5 mil pessoas desabrigadas em várias regiões afetadas.

Deslizamentos de terra bloquearam a Rodovia Trans-Flores, dificultando o acesso a áreas remotas e complicando as operações de socorro.

Equipes de resgate recuperaram mais quatro corpos neste domingo, 16, após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o leste da Indonésia na última sexta-feira, 14, já na madrugada de sábado, 15, no horário local. Com isso, o número de mortos subiu para 51. Milhares de pessoas seguem desabrigadas.

O tremor atingiu a região de Flores, no leste do país, às 5h58 no horário local, a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto fez moradores deixarem suas casas às pressas após a emissão de um alerta de tsunami, posteriormente cancelado. Pelo menos 235 réplicas foram registradas, segundo a agência meteorológica da Indonésia.

Os efeitos do terremoto ainda dificultavam o acesso das equipes de resgate a algumas áreas de Flores neste domingo. As buscas foram concentradas em seis municípios atingidos por deslizamentos de terra, principalmente em Manggarai, Manggarai Oriental e Nagekeo, que continuavam isolados.

"Já removemos a maior parte dos deslizamentos e reabrimos as estradas para as aldeias que estavam isoladas. Mas os problemas de comunicação e a falta de energia continuam dificultando as buscas", disse Fathur Rahman, chefe do Gabinete de Busca e Salvamento em Maumere, capital da regência de Sikka.

Além das vítimas, o terremoto deixou 101 pessoas feridas. Mais de 900 casas foram destruídas e outras 450 foram danificadas, segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate. Cerca de 5 mil pessoas precisaram deixar suas casas e buscar abrigo em locais temporários.

O medo de novos tremores também levou moradores a passar a noite fora de casa. Em Labuan Bajo, principal porta de entrada para o Parque Nacional de Komodo, milhares de pessoas dormiram ao ar livre por precaução.


Fonte: Portal do Holanda

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