Europa deve ser incluída em negociações de paz na Ucrânia, diz assessor do Kremlin
A Europa deve ser incluída nas negociações de paz na Ucrânia, segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, destacando sua importância no processo.
Ushakov afirmou que os Estados Unidos não conseguiram pressionar Kiev para um acordo, mencionando a reunião de 2025 em Anchorage como ineficaz.
A Rússia está disposta a retomar negociações trilaterais com Ucrânia e EUA após o Dia da Unidade Nacional, celebrado em 4 de novembro.
MOSCOU, 25 Out (Reuters) – A Europa deve ser incluída nas discussões sobre um acordo de paz na Ucrânia, porque sua posição pode ser crucial, afirmou neste domingo o assessor do Kremlin Yuri Ushakov.
Os Estados Unidos não conseguiram pressionar Kiev a concordar com um acordo de paz, disse Ushakov em entrevista ao correspondente da televisão estatal Pavel Zarubin.
"Antes, parecia que, após Anchorage, o governo dos EUA poderia ditar algo e forçar Kiev a cumprir. Mas, até agora, isso realmente não funcionou", disse Ushakov, referindo-se a uma reunião realizada em 2025 em Anchorage entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
"Isso ocorre porque não basta falar apenas com Kiev; precisamos falar com toda a Europa, que apoia plenamente Kiev."
Após inicialmente deixar que Trump tentasse negociar o fim da guerra da Rússia na Ucrânia, a União Europeia passou a fazer aproximações cautelosas com Moscou. Os líderes do Reino Unido, da Alemanha e da França disseram apoiar uma proposta de conversas entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e Putin, na tentativa de assegurar um cessar-fogo, e afirmaram que a Europa teria um papel no processo.
A Rússia, por sua vez, afirmou estar aberta ao diálogo, mas não a ultimatos.
Fonte: Portal do Holanda
