Frete rodoviário sobe em setembro por pressão do diesel, aponta Edenred Mobilidade
O custo do transporte rodoviário de cargas no Brasil subiu 0,57% em setembro, atingindo R$8,77 por quilômetro rodado, segundo a Edenred Mobilidade.
A alta foi impulsionada pelo aumento do diesel, que subiu 2,7% para R$7,24 por litro, e pela atualização da tabela de pisos mínimos de frete pela ANTT.
A Edenred Mobilidade prevê pressão adicional sobre os fretes em outubro, devido à atualização da tabela e ao aumento da demanda no agronegócio.
RIO DE JANEIRO, 20 Out (Reuters) – O custo do transporte rodoviário de cargas no Brasil subiu em setembro, pressionado pela alta do diesel e pela atualização da tabela dos pisos mínimos de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Edenred Mobilidade.
O preço médio do frete por quilômetro rodado avançou 0,57% na comparação com agosto, para R$8,77, de acordo com o Índice de Frete Rodoviário (IFR), calculado com base nas transações de frete e vale-pedágio administradas pela companhia.
A alta ocorreu em um contexto de combustíveis mais caros e maior demanda por transporte ligada ao agronegócio. Segundo a Edenred, o diesel S-10 subiu 2,7% em setembro, para uma média nacional de R$7,24 por litro, enquanto o diesel comum avançou 1,33%, para R$6,84.
No fim do mês, a ANTT atualizou os valores de referência usados no cálculo dos pisos mínimos de frete após a alta acumulada do diesel superar o limite previsto em lei para revisão extraordinária da tabela.
"Com a fiscalização mais rigorosa do cumprimento dos pisos e da emissão do CIOT, o mercado de fretes incorporou esses ajustes", afirmou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.
Para outubro, a empresa vê possibilidade de pressão adicional sobre os fretes, refletindo os efeitos da atualização da tabela e o avanço do escoamento da safra agrícola.
(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
Fonte: Portal do Holanda
