Fundecitrus eleva projeção de safra de laranja de SP e MG

Fundecitrus eleva projeção de safra de laranja de SP e MG

A Fundecitrus elevou a projeção da safra de laranja 2026/27 para 263,15 milhões de caixas, um aumento de 3,1% em relação a maio.

Chuvas acima da média contribuíram para o ganho de peso dos frutos, compensando a elevação da queda prematura, que atingiu 24,1%.

Apesar da revisão positiva, a safra deve cair cerca de 10% em relação ao ciclo anterior, devido à bienalidade e ao greening.

SÃO PAULO, 10 Set (Reuters) – A safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi estimada nesta quinta-feira em 263,15 milhões de caixas de 40,8 kg, crescimento de 3,1% em relação à estimativa inicial divulgada em maio, informou um relatório do instituto de pesquisas Fundecitrus.

Chuvas acima da média favoreceram o ganho de peso dos frutos e elevaram a projeção da produção na principal região produtora do Brasil, maior exportador mundial do suco de laranja.

O peso maior mais do que compensou a elevação da taxa de queda prematura dos frutos, acrescentou o Fundecitrus.

Mesmo com a revisão positiva, a expectativa é de uma queda de cerca de 10% em relação ao ciclo anterior, quando a safra fechou em 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg, segundo dados do Fundecitrus.

A redução anual foi atribuída a fatores como a bienalidade da cultura, que oscila entre altas e baixas produtividades de um ano para o outro, e ao greening, doença que afeta os pomares.

O ritmo de colheita está mais lento do que o normal. Até meados de agosto, apenas 27% da produção havia sido colhida, disse a fundação de pesquisas.

A postergação dos trabalhos está relacionada à elevada proporção de frutos da segunda florada e à priorização da colheita no ponto ideal de maturação, disse o Fundecitrus.

Por outro lado, a permanência mais prolongada dos frutos nas árvores, associada à "alta intensidade de pragas e doenças", aumentou a queda prematura em comparação com o mesmo período de anos anteriores nas variedades precoces e de meia estação.

"O avanço da severidade do greening e a ocorrência de leprose e cancro cítrico acima dos patamares históricos intensificaram a queda, especialmente em agosto, quando uma parcela elevada dos frutos ainda não havia sido colhida", afirmou.

A taxa média de queda foi revisada para 24,1%, ante 23,7% na estimativa de maio.

(Por Roberto Samora. Edição de Alexandre Caverni)


Fonte: Portal do Holanda

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