Grupo Chibatão planeja porto provisório para mitigar efeitos da seca no Amazonas em 2024

Grupo Chibatão planeja porto provisório para mitigar efeitos da seca no Amazonas em 2024

Diante da possibilidade de uma seca severa nos rios do Amazonas este ano, o Grupo Chibatão anunciou um plano para transportar parte do seu porto, que opera em Manaus, para uma localização entre o rio Amazonas e a enseada do rio Madeira. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (24), faz parte de um esforço do setor privado para lidar com a baixa nos níveis de água nos rios amazônicos, em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

O porto provisório será instalado a partir do deslocamento de uma estrutura de 180 metros de comprimento por 24 metros de largura até um trecho entre o rio Amazonas e a enseada do rio Madeira, localizado a 10 milhas descendo a Foz do Madeira e a 20 milhas de Itacoatiara.Esta nova instalação permitirá o transbordo de cargas de contêineres de navios para balsas, facilitando a logística portuária durante o período de seca.Segundo Jhony Fidelis, Diretor Executivo Geral do Grupo Chibatão, a operação tem dois objetivos principais: aliviar o peso dos navios para permitir sua passagem até Manaus e garantir a continuidade do transporte por balsas caso a profundidade do rio seja insuficiente para a navegação de grandes embarcações.

O tempo estimado para o deslocamento entre Manaus e o porto provisório é de cerca de 12 horas.O projeto está sendo monitorado por várias autoridades, incluindo a Marinha do Brasil e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com suporte do Governo do Amazonas.

Dada a natureza emergencial do plano, as autorizações para instalação têm sido agilizadas pelos órgãos competentes. “Esta é uma medida necessária para garantir a continuidade das operações portuárias no Amazonas durante um período de seca potencialmente crítico”, afirmou Fidelis.

O porto provisório deve funcionar 24 horas por dia para transbordo de cargas, embora a atracação e desatracação sejam permitidas apenas durante o dia.

O Grupo Chibatão ainda não definiu os valores para a operação comercial, mas a estrutura deve estar disponível entre setembro e dezembro deste ano. A previsão é que a instalação do porto leve aproximadamente um mês para ser concluída.

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