Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita

Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita

Os Houthis do Iêmen reivindicaram um ataque com drone a uma refinaria da Aramco em Jazan, como resposta a incursões sauditas.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou um incêndio em uma instalação da Aramco, mas não detalhou a causa ou danos.

Os ataques, incluindo mísseis e drones, visam intensificar as tensões nas rotas marítimas do Mar Vermelho e ameaçam a estabilidade no Iêmen.

Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado neste domingo uma instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita, no mais recente ataque do grupo, apoiado pelo Irã, contra o país. Os rebeldes também disseram ter alvejado um porto no Mar Vermelho, em meio à escalada de tensões nas rotas marítimas da região.

Entretanto, o Irã fez novas exigências sobre a retomada das negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto o Pentágono está pressionando a indústria de defesa dos EUA para acelerar a produção de armas.

Yahya Saree, porta-voz militar dos Houthis, disse que o grupo atacou com um drone uma refinaria da Aramco na cidade de Jazan. Segundo ele, a ação foi uma resposta a incursões de drones sauditas no espaço aéreo iemenita sobre as províncias de Hajjah e Saada.

Na manhã de hoje, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que houve um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco, sem vítimas. O ministério disse que o fogo foi extinto, mas não detalhou a causa.

O ataque dos Houthis neste domingo é o mais recente de uma série com mísseis e drones que tiveram como alvo a Arábia Saudita e seus navios no Mar Vermelho.

Um funcionário do governo iemenita afirmou que os houthis também atacaram um porto crucial no Mar Vermelho.

Fayed al-Noman, subsecretário adjunto do Ministério da Informação Iêmen, afirmou que os houthis também atacaram o porto de Mocha, no Mar Vermelho, com mísseis e drones. O porto é administrado pelo governo do Iêmen reconhecido internacionalmente e foi reformado nos últimos anos para receber parte do tráfego que evita Hodeida, controlada pelos houthis.

Os houthis reivindicaram posteriormente o ataque, afirmando terem disparado "um grande número de mísseis balísticos e drones" contra forças militares e armazéns na área.

A escalada ameaça reacender a guerra civil no Iêmen, mais de quatro anos depois de um cessar-fogo em 2022 ter interrompido os principais combates no empobrecido país árabe.


Fonte: Portal do Holanda

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