Ibovespa sobe com Petrobras e dólar fecha quase estável antes de decisões de juros

Ibovespa sobe com Petrobras e dólar fecha quase estável antes de decisões de juros

O Ibovespa subiu 0,54%, fechando a 186.502,64 pontos, impulsionado pelas ações da Petrobras e pela alta do petróleo no mercado internacional.

O dólar à vista encerrou com leve alta de 0,10%, cotado a R$5,1543, acumulando uma baixa de 6,10% no ano.

As taxas dos DIs subiram, com a taxa para janeiro de 2028 atingindo 13,67%, impulsionadas pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo.

SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – Veja como fecharam nesta terça-feira os mercados no Brasil, Estados Unidos e Europa, além das movimentações nas cotações de petróleo e commodities agrícolas.

BOVESPA-Petrobras assegura alta do Ibovespa em pregão com STF no foco antes de Fed e Copom

O Ibovespa fechou em alta, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, com o preço do barril do petróleo avançando quase 3% no mercado internacional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,54%, a 186.502,64 pontos, após duas quedas seguidas. Na máxima do dia, chegou a 187.650,53 pontos. Na mínima, cedeu a 185.055,57.

CÂMBIO-Dólar fecha quase estável no Brasil com cenário político no radar

O dólar oscilou em margens estreitas no Brasil e fechou próximo da estabilidade, com investidores monitorando com atenção o noticiário político, enquanto no exterior a moeda norte-americana também teve variações modestas ante outras divisas pares do real.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação positiva de 0,10%, a R$5,1543. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,10%.

JURO-Taxas dos DIs sobem impulsionadas por Treasuries e petróleo

As taxas dos DIs fecharam com altas, encontrando suporte no avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguiram atentos ao noticiário político.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,67%, com alta de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,629% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,375%, com elevação de 10 pontos-base ante 14,277%.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta terça-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

JAN/27 13,585 13,589 -0,004

JAN/28 13,67 13,629 0,041

JAN/29 13,94 13,867 0,073

JAN/30 14,125 14,029 0,096

JAN/31 14,215 14,108 0,107

JAN/35 14,375 14,277 0,098

BOLSA EUA-Wall St fecha em baixa com alta do petróleo e rendimento dos Treasuries ultrapassando 5%

Wall Street ampliou sua onda de vendas, à medida que o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, as crescentes preocupações com a dívida e a alta vertiginosa dos preços do petróleo mantiveram os compradores à margem do mercado.

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,63%, para 52.093,11 pontos, o S&P 500 perdeu 0,45%, para 7.585,73 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,78%, para 25.981,57 pontos.

BOLSA EUROPA-Ações europeias atingem mínima em três meses com temores sobre inflação e juros

As ações europeias caíram para a mínima em três meses, uma vez que o aumento dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos continuou a afetar o apetite por risco dos investidores antes da decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 0,3%, para 634,18 pontos, menor nível de fechamento desde 12 de junho.

PETRÓLEO-Preços fecham com alta de US$3 com interrupção em Yanbu e cancelamentos de cargas sauditas

Os preços do petróleo fecharam com alta de US$3, depois que fontes do setor de transporte marítimo informaram que os embarques de petróleo no centro de exportação de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, haviam sido suspensos e que Riade havia cancelado algumas entregas de cargas a clientes europeus.

O Brent fechou com alta de US$3,07, ou 2,9%, a US$108,75 por barril, enquanto o WTI fechou com alta de US$4,44, ou 4,38%, a US$105,83 por barril. Ambos os contratos fecharam em seu nível mais alto desde 19 de maio.

A soja fechou com alta de 14,50 centavos, ou 1,1%, a US$13,1875 por bushel. O milho terminou em alta de 0,5%, a US$ 5,3575 o bushel.

O trigo em Chicago fechou em alta de 6,5 centavos, cotado a US$7,285 por bushel.

Os contratos futuros de café arábica fecharam em queda de 6,85 centavos, ou 2,4%, a US$2,8365 por libra-peso.

O café robusta caiu 1,5%, para US$ 3.481 por tonelada.

O açúcar bruto fechou em queda de 0,22 centavo, ou 1,2%, a 17,94 centavos por libra-peso.

O contrato de açúcar branco de outubro expirou nesta terça-feira com queda de 0,5%, a US$522,30 por tonelada.

(PANORAMA 1, PANORAMA 2 e PANORAMA 3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)


Fonte: Portal do Holanda

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