Importante prêmio literário francês tira romance da competição após autor ser acusado de usar IA
Os organizadores do Prêmio Goncourt retiraram o romance “C’était Ça ou Mourir” de Thelyson Orelien da competição após acusações de uso de inteligência artificial.
Orelien nega as alegações, que também incluem acusações de plágio em obras anteriores, mas não se pronunciou sobre o assunto.
A Academia Goncourt afirmou que a decisão visa preservar a integridade do prêmio e se opõe à criação de textos gerados com IA.
PARIS, 25 Set (Reuters) – Os organizadores do prestigioso Prêmio Literário Goncourt, da França, anunciaram nesta sexta-feira que retiraram da lista de indicados um romance de grande sucesso do autor haitiano-canadense Thelyson Orelien, após acusações de que ele teria usado inteligência artificial para escrevê-lo.
Orelien negou ter usado IA para escrever “C’était Ça ou Mourir” (“Era Isso ou Morrer”), enquanto as alegações desencadearam um debate sobre raça, mérito literário e originalidade que agitou o meio literário francês.
As acusações sobre o uso da IA foram feitas nesta semana por uma conta pouco conhecida no X chamada “Balance ton Claude”. O ensaísta Samuel Fitoussi posteriormente assumiu a autoria da conta, afirmando que a administrava junto com outras pessoas não identificadas.
As acusações sobre uso de IA foram seguidas por reportagens de que Orelien havia cometido plágio em obras anteriores. O jornal La Presse afirmou que um conto de Orelien, de 2012, havia plagiado trechos de um livro do autor francês Louis Pauwels, enquanto um artigo de opinião de 2013 havia sido copiado do jornal The Philippine Star.
Orelien ainda não se pronunciou sobre essas acusações e não respondeu a um pedido de comentário nesta sexta-feira.
A Academia Goncourt, com sede em Paris, afirmou ter tomado conhecimento das acusações relacionadas ao uso de IA e ao plágio e decidiu retirar o romance de Orelien “para preservar a integridade do Prêmio Goncourt e da Academia, cujo papel central é promover e homenagear a literatura escrita por mulheres e homens”.
Fonte: Portal do Holanda
