Irã diz que EUA respondeu proposta de acordo para encerrar guerra, mas não revela detalhes
Autoridades iranianas confirmaram ter recebido uma resposta dos EUA sobre proposta para encerrar a guerra, mas não divulgaram detalhes.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian, que defendeu um acordo baseado em "ganha-ganha".
O Departamento do Tesouro dos EUA impôs novas sanções a indivíduos e empresas iranianas, enquanto Marco Rubio ordenou a saída antecipada da delegação iraniana de Nova York.
Autoridades iranianas indicaram que receberam uma resposta oficial dos Estados Unidos à mais recente proposta de Teerã para encerrar a guerra que já dura sete meses – oferta que o presidente americano Donald Trump havia rejeitado publicamente dias antes. O governo do Irã não detalhou o conteúdo da resposta nem se ela representou uma recusa formal.
Segundo a agência estatal IRNA, a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, disse que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta americana ao presidente Masoud Pezeshkian durante uma reunião de gabinete. Pezeshkian afirmou que o Irã fará "todo esforço" para concluir um acordo, mas que ele precisa ser baseado em uma estratégia de "ganha-ganha" e preservar "os direitos do povo iraniano".
A reunião ocorreu após o retorno de Araghchi de Nova York, onde o Irã participou da Assembleia Geral da ONU e realizou conversas indiretas com autoridades americanas e reuniões com mediadores do Catar e do Paquistão. O ministro também teria informado ao gabinete as condições iranianas para reabrir o Estreito de Ormuz, repassadas por intermediários.
Na semana passada, Araghchi disse que propôs reabrir o estreito em uma semana caso os EUA suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e concedessem isenções de sanções para vendas de petróleo, entre outras condições. Trump rejeitou rapidamente, dizendo que o Irã buscava acordo por estar "perdendo muito" e que a proposta "não seria aceitável". Ainda assim, mediadores continuaram trabalhando para tentar costurar um entendimento para encerrar os combates e reabrir o corredor marítimo, segundo autoridades ouvidas pela Associated Press sob anonimato.
No mesmo contexto, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na terça-feira, 29, novas sanções contra pessoas e empresas no Irã, em Hong Kong e no Paquistão, acusadas de atuar como facilitadores financeiros da cadeia de suprimentos militares iraniana. A medida integra a campanha do governo Trump chamada Operação Pária Econômico, cujo objetivo é cortar "linhas financeiras vitais" do Irã.
Ainda, o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que Araghchi e sua delegação deixassem Nova York antes do previsto. Dois funcionários americanos disseram, sob anonimato, que Rubio teria perdido a paciência após pouco progresso em conversas no fim de semana e que avaliou que os iranianos "já haviam excedido sua permanência", ordenando saída imediata na segunda-feira. A delegação teria embarcado muito cedo na terça.
A missão do Irã na ONU, no entanto, negou ter recebido ordem para sair. Em publicação na rede X, afirmou que a delegação deixou Nova York na noite de segunda-feira, conforme cronograma previamente comunicado ao Departamento de Estado dos EUA em 17 de setembro, e acusou Washington de divulgar informações "infundadas". Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Fonte: Portal do Holanda
