Irã intensifica esforços para atacar cidadãos dos EUA, alerta memorando de inteligência

O Irã intensificou seus planos letais contra cidadãos e funcionários dos EUA, conforme alerta do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton.

O Departamento de Estado dos EUA ordenou a retirada de funcionários não essenciais e familiares de missões na Arábia Saudita devido à crescente ameaça.

Alertas de viagem foram atualizados para mais de dez países do Golfo e Oriente Médio, citando riscos de ataques dos houthis alinhados ao Irã.

Por Humeyra Pamuk e Enas Alashray

24 Out (Reuters) – O Irã intensificou os esforços para atingir cidadãos e funcionários dos Estados Unidos, e planos letais de Teerã contra norte-americanos chegaram a estágios “avançados”, alertou um alto funcionário de inteligência do governo Trump em um memorando obtido pela Reuters.

O alerta do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, foi emitido após Washington reduzir o quadro de funcionários de sua missão na Arábia Saudita nesta semana, em resposta à intensificação dos ataques das forças houthis aliadas do Irã.

Esses ataques, em uma das frentes do conflito regional que já dura quase oito meses e foi desencadeado pela guerra envolvendo o Irã, coincidiram com um aumento dos ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Hormuz.

No início deste mês, fontes disseram à Reuters que o Irã estava preparando uma resposta mais contundente caso os Estados Unidos retomem ataques militares em larga escala contra seu território.

“Especificamente, por vários canais, recebemos informações de inteligência de que o Irã aumentou substancialmente os esforços para atingir funcionários norte-americanos”, escreveu Clayton ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em mensagem datada de 23 de outubro.

“Os esforços iranianos para planejar ataques letais contra cidadãos dos EUA chegaram a estágios avançados tanto no Oriente Médio quanto em alguns outros países”, acrescentou.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, também recebeu cópia do memorando não confidencial, inicialmente divulgado pelo Axios.

Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA determinou a retirada de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares das missões diplomáticas norte-americanas na Arábia Saudita e planejava retirar familiares de várias outras missões na região, disseram autoridades norte-americanas à Reuters.

Neste sábado, o Departamento de Estado atualizou os alertas de viagem para mais de uma dezena de países do Golfo e do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Israel, citando o aumento da ameaça representada pelos houthis alinhados ao Irã.

“Quando se trata do pessoal em nossas embaixadas, avaliamos constantemente novas informações sobre o ambiente de segurança”, disse uma autoridade dos EUA.

“A ameaça de ataques dos houthis e de supostos complôs terroristas iranianos contra autoridades americanas está orientando nossas decisões sobre ajustes de pessoal em embaixadas que operam sob Status de Operações Restritas (RO Status) na região”, afirmou a autoridade.

O Status de Operações Restritas dá ao Departamento de Estado maior flexibilidade para tomar decisões sobre pessoal sem precisar anunciar publicamente uma mudança na condição operacional de uma missão diplomática.

A guerra envolvendo o Irã está a uma semana de entrar em seu nono mês e tem pressionado significativamente os índices de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

(Reportagem de Enas Alashray e Humeyra Pamuk)


Fonte: Portal do Holanda

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