Israel acusa colono pelo assassinato de ativista palestino, em raro indiciamento formal
O Ministério Público de Israel indiciou o colono judeu Yinon Levi pelo homicídio culposo do ativista palestino Owdeh Hathaleen, ocorrido em julho de 2025.
Levi também enfrenta acusações de invasão de propriedade e dano doloso, relacionadas a um confronto em Umm al-Khair, onde Hathaleen foi baleado.
Este é o primeiro indiciamento formal de um colono por assassinato de palestino em mais de sete anos, em meio ao aumento da violência na Cisjordânia.
JERUSALÉM, 6 Ago (Reuters) – O Ministério Público de Israel indiciou, nesta quinta-feira, um colono judeu pelo assassinato de um líder comunitário palestino ocorrido no ano passado na Cisjordânia — a primeira acusação desse tipo em mais de sete anos, em meio a um aumento da violência por parte dos colonos no território ocupado.
Em uma acusação formal apresentada pelo Ministério Público, Yinon Levi é acusado de homicídio culposo por imprudência pela morte de Owdeh Hathaleen, um ativista de destaque que participou do documentário “Sem Chão”, vencedor do Oscar de 2025.
As acusações contra Levi também incluem invasão de propriedade com uso de arma e dano doloso à propriedade durante um incidente ocorrido em julho de 2025, no qual colonos operaram uma grande escavadeira na aldeia palestina de Umm al-Khair, desencadeando um confronto com os moradores.
Hathaleen filmou o momento em que foi baleado durante o confronto. Imagens divulgadas pelo grupo israelense de direitos humanos B’Tselem mostram Levi sacando uma arma e atirando na direção de Hathaleen. Em seguida, ouve-se Hathaleen gemendo enquanto cai no chão.
Fonte: Portal do Holanda
