Israel: Autoridades libertam 2 de 3 suspeitos em caso de suborno nas eleições

A polícia de Israel libertou dois dos três suspeitos de suborno eleitoral, enfraquecendo as alegações do partido Likud sobre irregularidades nas eleições.

O juiz Noam Sohlberg afirmou que, mesmo se comprovadas, alegações de interferência estrangeira não afetariam a legitimidade das eleições.

O bloco de Netanyahu perdeu a maioria no Knesset, com 53 cadeiras, enquanto a oposição, liderada por Gadi Eisenkot, conquistou 48 cadeiras.

A polícia de Israel libertou neste domingo, 1º, dois dos três suspeitos em um caso de suposto suborno de eleitores, enfraquecendo os esforços do partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para colocar em descrédito as eleições parlamentares da semana passada.

Enquanto isso, o chefe do comitê eleitoral de Israel, o juiz da Suprema Corte Noam Sohlberg, disse que, mesmo que alegações separadas de interferência estrangeira levantadas na semana passada sejam comprovadas, elas não comprometeriam as eleições.

O Likud tem dito, sem apresentar provas, que partidos liderados por árabes "roubaram" as eleições, nas quais o bloco de Netanyahu perdeu a maioria das cadeiras no Parlamento. Ao lançar dúvidas sobre a votação, Netanyahu parece tentar bloquear qualquer potencial aliança na oposição com os partidos árabes que possa tirá-lo do cargo.

O Likud citou vários casos, incluindo as prisões de três ativistas políticos antes da abertura das urnas, em 27 de outubro, com envelopes de dinheiro, supostamente para subornar eleitores. Dois dias depois, a polícia prendeu outros quatro suspeitos. A polícia disse que os suspeitos tinham ligação com o partido islâmico Raam, que negou envolvimento.

Um juiz, no domingo, questionou ou rejeitou pedidos da polícia para impor novas restrições aos três suspeitos. Mais tarde, a polícia informou que um deles foi libertado sob "condições" não especificadas e que outro foi obrigado a permanecer em prisão domiciliar por oito dias. A detenção do terceiro suspeito foi prorrogada por dois dias.

Mansour Abbas, líder do partido Raam, que conquistou oito cadeiras no parlamento de Israel, condenou as prisões como antidemocráticas e "uma tentativa de influenciar os resultados da eleição".

Netanyahu viu seu bloco parlamentar de aliados cair para 53 cadeiras no Knesset, de 120 membros, abaixo do pico de 68 no Parlamento que está de saída.

Um bloco de partidos liderado por seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistou 48 cadeiras, enquanto partidos liderados por árabes, incluindo o Raam, ficaram com as 19 cadeiras restantes. Juntos, os dois blocos que se opõem a Netanyahu têm cadeiras suficientes para formar um novo governo, embora ainda não esteja claro se eles concordarão em fazê-lo.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).


Fonte: Portal do Holanda

Leia a matéria original

Avatar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *