JP Morgan rebaixa Banco do Brasil e ações caem após rali da véspera
As ações do Banco do Brasil caíram 4%, cotadas a R$25,27, após rebaixamento da JP Morgan para "underweight".
O relatório da JP Morgan destaca desafios na recuperação do banco e riscos de inadimplência no crédito agrícola.
O preço-alvo das ações foi elevado de R$22 para R$23, mas analistas não esperam retorno aos picos históricos recentes.
6 Out (Reuters) – As ações do Banco do Brasil recuavam na abertura do pregão desta terça-feira, após a JP Morgan rebaixar a recomendação para o papel de "neutro" para "underweight".
O Banco do Brasil recuava 4% para R$25,27 às 10h40, liderando as quedas do índice Ibovespa, após registrar alta de 11% na véspera em meio ao rali da bolsa brasileira devido ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com relatório da JP Morgan para clientes, a recuperação do banco ainda deve levar alguns anos diante de ventos contrários no curto prazo e potencial de valorização relativamente limitado.
Para Yuri Fernandes e equipe, o Banco do Brasil também enfrenta uma perspectiva mais desafiadora para a inadimplência do crédito agrícola em julho e agosto, refletindo o impacto da valorização do real e os riscos relacionados ao El Niño, apesar da melhora dos preços das commodities.
Além disso, sua sólida base de depósitos, alta liquidez e custos de captação mais baixos tendem a não se beneficiar tanto de uma Selic mais baixa, destacaram.
O JP Morgan, porém, elevou o preço-alvo para R$23 ante R$22.
"Embora continuemos a considerar o BBAS uma franquia sólida, seu ROE e sua posição de capital estão atualmente mais fracos do que no passado e, portanto, não esperamos que volte a atingir os picos históricos recentes", escreveram os analistas.
(Por Michael Susin, em Barcelona. Edição de Pedro Fonseca)
Fonte: Portal do Holanda
