Juiz rejeita inclusão do nome de Trump no Kennedy Center e conselho avalia futuro do local

Juiz rejeita inclusão do nome de Trump no Kennedy Center e conselho avalia futuro do local

Um juiz federal, Christopher Cooper, rejeitou a proposta de incluir o nome de Donald Trump no Kennedy Center, impedindo sua inscrição na fachada.

Cooper determinou que o conselho do centro não pode renomear o campus como “President Donald J. Trump Plaza” sem aprovação do Congresso.

A decisão foi resultado de uma ação da deputada democrata Joyce Beatty, que já havia contestado a inclusão do nome de Trump anteriormente.

WASHINGTON, 15 Set (Reuters) – Um juiz federal dos EUA impediu novamente, nesta terça-feira, que o Centro Memorial John F. Kennedy para as Artes Cênicas, em Washington, inscrevesse o nome do presidente Donald Trump em sua fachada, infligindo ao presidente republicano mais um revés em seus esforços para reformular a icônica instituição cultural.

O juiz federal Christopher Cooper, em Washington, emitiu uma ordem suspendendo temporariamente a mais recente proposta do centro de colocar o nome de Trump no memorial dedicado a Kennedy, o presidente dos EUA assassinado em 1963.

Além disso, Cooper afirmou que o conselho do centro não pode seguir adiante com os planos de renomear o campus onde está localizado como “President Donald J. Trump Plaza”.

“Em termos simples, os réus não podem instalar memoriais para o presidente Trump ou qualquer outra pessoa ou coisa no Kennedy Center sem a aprovação do Congresso”, escreveu Cooper em uma ordem emitida pouco antes de o conselho do centro votar o plano de Trump de fechar o famoso espaço de artes cênicas por dois anos para reparos e reformas.

O conselho, composto por pessoas nomeadas por Trump — com o próprio Trump atuando como presidente —, argumentou que incluir o nome de Trump em homenagem aos seus esforços era necessário para garantir seu compromisso contínuo com a sobrevivência do centro.

“O Conselho entende que, sem esse reconhecimento adequado, é improvável que o presidente Trump exerça a supervisão fundamental da reforma do edifício principal e lidere o resgate financeiro do Centro”, escreveu o conselho em um projeto de resolução antes da reunião.

A campanha de Trump para reformular o centro faz parte de seu esforço mais amplo para deixar sua marca cultural e estética na capital dos EUA, incluindo um novo e amplo salão de festas para substituir a Ala Leste da Casa Branca — cuja demolição ele ordenou —, uma renovação conturbada do Espelho D’Água do Memorial Lincoln e um “arco do triunfo” planejado próximo ao principal cemitério do país, em homenagem aos mortos nas guerras.

A decisão de terça-feira foi proferida em uma ação movida pela deputada democrata Joyce Beatty, que integra o conselho do centro em virtude de seu cargo no Congresso.

Cooper já havia ordenado, em maio, que o centro removesse o nome de Trump do prédio depois que o centro alterou sua fachada de mármore em dezembro para exibir a inscrição “The Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”. Na ocasião, Cooper também impediu o fechamento do centro, ao constatar que o conselho não havia considerado adequadamente as consequências.

Em junho, os funcionários removeram o nome de Trump do centro e deixaram a fachada coberta por andaimes e uma lona branca.

(Reportagem de Mike Scarcella e Bo Erickson, em Washington)


Fonte: Portal do Holanda

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