Lavrov rejeita apelo da Alemanha por desescalada e acusa país de ser principal apoio da Ucrânia

Lavrov rejeita apelo da Alemanha por desescalada e acusa país de ser principal apoio da Ucrânia

Sergey Lavrov rejeitou os apelos da Alemanha para desescalada, acusando o país de ser o principal apoio militar à Ucrânia.

Durante discurso na ONU, Lavrov questionou se a Alemanha aprendeu as lições da Segunda Guerra Mundial, minimizando a reunião com Johann Wadephul.

O chanceler russo criticou o Ocidente por tentar impor uma "derrota estratégica" à Rússia e reafirmou a disposição de Moscou para discutir o fim da guerra.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, rejeitou apelos da Alemanha para que Moscou abandone o que Berlim descreve como um "caminho perigoso de escalada" contra o país. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Lavrov acusou a Alemanha de ser a principal patrocinadora da Ucrânia e de buscar se tornar uma potência militar líder na Europa.

"Berlim entende a que isso pode levar?", questionou Lavrov, dizendo que os alemães não teriam aprendido as lições da Segunda Guerra Mundial. A fala ocorreu após um encontro no sábado (26) entre Lavrov e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, à margem da Assembleia – reunião tratada como a primeira desse tipo desde a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em 2022.

Segundo um integrante da delegação alemã, Wadephul pediu que a Rússia abandone a escalada em direção à Alemanha, à Europa e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). As relações entre os dois países se deterioraram nas últimas semanas após uma suposta tentativa de ataque com drone ao aeroporto de Leipzig, no mês passado, que a Alemanha atribuiu à Rússia, seguida por medidas de retaliação de ambos os lados. O alemão teria dito que uma melhora só seria possível com disposição real da liderança russa de encerrar a guerra na Ucrânia.

Lavrov minimizou o encontro. Disse que Wadephul apenas repetiu a posição pública de condenação à Rússia e afirmou que "nada de novo" saiu da iniciativa. Em entrevista coletiva, o chanceler desafiou a Alemanha a apontar um único navio comercial no Mar Negro que tenha sido danificado por ataques russos, alegando que não haveria casos. Sobre Leipzig, chamou o artefato de "drone sem reivindicação" que a Alemanha teria atribuído imediatamente à Rússia.

No discurso e na entrevista, Lavrov atacou o Ocidente, dizendo que tenta impor uma "derrota estratégica" a Moscou, mas que isso levaria os "belicistas" a um beco sem saída. Ele também criticou a "militarização" do Japão e afirmou que a Rússia vetará qualquer tentativa de Alemanha e Japão obterem assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU.

O vice-embaixador do Japão na ONU, Mikanagi Tomohiro, respondeu ao final da sessão, afirmando que o país é "pacifista" e que liberdade, democracia e direitos humanos orientam suas decisões.

Lavrov ainda acusou os EUA de "destruir" o sistema de segurança europeu e de criar um regime "russofóbico" em Kiev. Disse que a Rússia considera que houve um entendimento sobre o fim da guerra em uma reunião em agosto de 2025 no Alasca entre Trump e Vladimir Putin e que Moscou continua "pronta para voltar" a esse caminho. Ele afirmou também que uma ordem mundial "mais justa e multipolar" estaria emergindo, citando grupos como o BRICS. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


Fonte: Portal do Holanda

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