Mike Flanagan reimagina “Carrie” para uma nova geração que enfrenta cyberbullying e simulações de tiroteio nas escolas

Mike Flanagan reimagina “Carrie” para uma nova geração que enfrenta cyberbullying e simulações de tiroteio nas escolas

Mike Flanagan lança uma nova adaptação de "Carrie", com oito episódios, abordando temas contemporâneos como cyberbullying e simulações de tiroteio nas escolas.

A série, que explora a vida de uma adolescente isolada, destaca a complexidade das relações familiares e os desafios enfrentados pelos jovens hoje.

Carrie" será disponibilizada globalmente no Amazon Prime Video a partir de quarta-feira, trazendo uma nova perspectiva sobre a obra clássica de Stephen King.

TORONTO, 6 Out (Reuters) – “Carrie” retorna nesta semana em uma nova adaptação de oito episódios do cineasta de terror Mike Flanagan, que reinterpreta a história clássica do autor Stephen King para o público moderno por meio das redes sociais, do cyberbullying e dos simulados de ataque com atirador ativo.

Em entrevista à Reuters, Flanagan disse que nunca imaginou revisitar “Carrie”, mas sua perspectiva mudou quando seu filho estava se preparando para entrar no ensino médio.

“Havia tantas ideias em ‘Carrie’ que parecem ainda mais relevantes hoje do que há meio século, quando o livro foi escrito”, disse Flanagan. “Achei que poderíamos fazer algo realmente novo com isso.”

A série acompanha uma adolescente socialmente isolada que luta para se integrar no ensino médio enquanto lida com um relacionamento complicado com sua mãe superprotetora, interpretada por Samantha Sloyan. A adaptação atualiza o romance de King, de 1974, com questões enfrentadas pelos adolescentes de agora.

Summer H. Howell, que interpreta Carrie White, disse que, a princípio, ficou intimidada ao assumir um papel tão icônico, mas que a oportunidade de explorar a personagem ao longo de oito episódios a atraiu.

“Foi um pouco intimidador”, disse Howell. “Mas então percebi que eles estavam buscando algo diferente com essa Carrie, e que havia mais tempo para explorar a história dela.”

Matthew Lillard, que interpreta o diretor Henry Grayle, disse que os temas da série ressoaram nele como pai, devido ao assédio online e às pressões que os adolescentes enfrentam.

“Meus filhos estão sujeitos aos horríveis trolls que vivem nas trevas da internet”, disse Lillard.

Alison Thornton, que interpreta a antagonista de Carrie, Chris Hargensen, disse que as redes sociais mudaram a natureza do bullying.

“As pessoas se sentem muito mais à vontade para praticar bullying online do que pessoalmente”, disse Thornton. “Elas não precisam realmente enfrentar as consequências.”

Flanagan disse que queria que cada personagem de “Carrie” parecesse real e complexo, ao mesmo tempo em que explorava as escolhas que as pessoas fazem entre crueldade e bondade.

Sloyan disse que a série também destaca a responsabilidade pessoal.

“Também acho que ele está colocando em destaque o fato de que temos escolha e que existe uma autonomia que podemos exercer nesse contexto”, disse ela, acrescentando que a série explora “a humanidade envolvida”.

Howell disse que a série, no fim das contas, transmite uma mensagem simples: “Sejam gentis uns com os outros, mesmo quando vocês mesmos não estiverem se sentindo bem”.

“Carrie” estará disponível globalmente no Amazon Prime Video a partir de quarta-feira.

(Reportagem de Meriam Telhig)


Fonte: Portal do Holanda

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