Ministro do Interior da França deve mobilizar 70 mil policiais para protestos no Halloween
O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, anunciou a mobilização de 70 mil policiais para o Halloween, devido ao risco elevado de distúrbios.
Grupos radicais estão convocando manifestações violentas nas redes sociais, aumentando a preocupação com a ordem pública no dia 31 de outubro.
No último sábado, 410 mil pessoas participaram de protestos, e novas mobilizações estão previstas para 31 de outubro e uma greve nacional em 5 de novembro.
PARIS, 29 Out (Reuters) – O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, afirmou que o próximo sábado se apresenta como um dia de “risco muito elevado” para a ordem pública e deve mobilizar novamente 70 mil agentes de segurança para proteger o país.
Nunez disse a jornalistas nesta quinta-feira que vários grupos radicais convocaram, nas redes sociais, manifestações violentas para o dia, que também é o Halloween, e que a resposta das forças de segurança deve ser “extremamente firme”.
Ele destacou o risco de distúrbios na noite de sábado, especialmente após o término das manifestações mais tradicionais.
“Estamos vendo muitos apelos para manifestações vindos do movimento sindical, da extrema-esquerda radicalizada e de certos sites radicalizados dos ‘Coletes Amarelos’, instigando as pessoas a participarem de manifestações nas vias públicas a partir das 20h (do dia 31 de outubro) em muitas cidades da França, acompanhados de várias mensagens que são, digamos, bastante radicais”, disse o ministro.
“O dia 31 de outubro representa um risco muito alto para a ordem pública”, acrescentou.
O Ministério do Interior informou que 410 mil pessoas participaram das marchas no último sábado, quando as autoridades mobilizaram 70 mil policiais, ajudando a evitar que se repetissem os saques e atos de vandalismo que assolaram diversas cidades em 17 de outubro.
Líderes sindicais e estudantes convocaram novos protestos para 31 de outubro e uma greve nacional em 5 de novembro, afirmando que a frustração com os salários, o custo de vida e os serviços públicos está se espalhando muito além do movimento estudantil, que se mobilizou pela primeira vez no mês passado.
(Reportagem de Dominique Vidalon e Inti Landauro)
Fonte: Portal do Holanda
