ONU diz que avanços contra desnutrição em Gaza ficam comprometidos com interrupção de suprimentos comerciais
Avanços no combate à desnutrição em Gaza estão ameaçados pela interrupção de suprimentos comerciais, segundo o Unicef, que pede a abertura dos pontos de passagem.
Israel suspendeu a entrada de mercadorias em Gaza devido a uma disputa fiscal com o Hamas, afetando o abastecimento de alimentos e bens essenciais.
Cerca de 800 mil crianças em Gaza estão deslocadas e vivem em condições precárias, necessitando urgentemente de melhorias em abrigos e serviços básicos, alerta o Unicef.
GENEBRA, 16 Out (Reuters) – Os avanços no combate à desnutrição em Gaza continuam frágeis e podem ser prejudicados por interrupções no abastecimento ao enclave palestino, afirmou na sexta-feira o Unicef, agência da ONU para a infância, pedindo para que todos os pontos de passagem permaneçam abertos.
Israel informou na quarta-feira que mercadorias comerciais não estavam mais entrando em Gaza devido ao que descreveu como uma disputa sobre impostos entre comerciantes locais e o grupo militante Hamas.
Isso cortou uma fonte vital de alimentos e outros bens em um território onde a maioria depende de assistência humanitária após três anos de guerra, deslocamentos repetidos e restrições rigorosas impostas por Israel às entregas de ajuda.
Embora o cessar-fogo tenha melhorado o acesso à ajuda e reduzido os combates em grande escala, as agências humanitárias afirmam que os ataques contínuos, os deslocamentos contínuos e a destruição generalizada deixaram os civis altamente vulneráveis.
Em declarações à imprensa em Genebra, o porta-voz do Unicef Ricardo Pires disse que o fluxo de suprimentos comerciais e humanitários precisa permanecer previsível e contínuo.
“O impacto sobre as crianças, obviamente, será sentido se essa situação não for resolvida”, declarou ele.
“Não podemos voltar a uma situação em que crianças e famílias não estejam recebendo todos os suprimentos, bens e serviços de que necessitam.”
O Unicef também pediu melhorias nas condições de vida no enclave amplamente devastado, onde cerca de 800 mil crianças ainda estão deslocadas e a maioria vive em barracas ou prédios inseguros com a aproximação do inverno, afirmando que melhores abrigos e serviços básicos são essenciais para apoiar uma recuperação duradoura.
Fonte: Portal do Holanda
