Operação Fronteira Receita Federal já soma R$ 30 milhões em apreensões
Iniciativa é a maior ação conjunta de vigilância nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas do País. Ação combate o contrabando, descaminho e outros ilícitos como tráfico de drogas, armas, fauna e flora
Com mais de 500 servidores da Receita Federal mobilizados e centenas de servidores de órgãos parceiros, a Operação Fronteira Receita Federal já contabiliza R$ 29,5 milhões em apreensões desde sua deflagração na terça-feira (3/11). Mais de 40 cidades foram alvo de ações em pontos de fronteira terrestres, marítimos e aéreos que são utilizados em rotas de contrabando, descaminho e outros ilícitos como tráfico de drogas, armas, fauna e flora. Já foram realizadas 15 prisões no âmbito da operação, que tirou de circulação cerca de R$ 15,2 milhões em entorpecentes e R$ 14,3 milhões em mercadorias ilegais até as 19 horas de quarta-feira (04/11).
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, participou da abertura operacional do evento na cidade de Tabatinga (AM), região de fronteira com a Colômbia e o Peru. Em evento na sede do 8º Batalhão de Fronteira da Selva, Barreirinhas destacou a importância da cooperação com o Exército e demais instituições que participam da operação.
“Tabatinga, como outros pontos de fronteira, são fundamentais para o desenvolvimento econômico do país através do comércio internacional. Mas também são pontos de atenção para que estejamos sempre vigilantes e atuando no combate ao crime organizado e à entrada de produtos ilegais no Brasil. Por isso, a importância de atuarmos com inteligência e cooperação”, destacou.
Cocaína e maconha apreendidas
Algumas das apreensões realizadas no âmbito da operação reforçam a importância da atuação da Receita Federal no combate ao crime organizado. Na terça-feira, em Campo Grande (MS), servidores do órgão apreenderam 76 quilos de cocaína que estavam ocultos em peças de maquinário agrícola em uma transportadora que tinham como destino a cidade de Curitiba. A droga, encontrada com o auxílio de um cão de faro, está avaliada em R$ 3 milhões.
No aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), a Receita Federal impediu a entrada de partes de armas. Dados da apreensão serão enviadas para a Aduana americana através do Programa Desarma, acordo firmado entre os dois países para combater o tráfico de armamentos, munições, explosivos e entorpecentes através da troca de informações.
A ação integrada com a Polícia Militar do Paraná e com a Polícia Federal também possibilitou a apreensão de mais de meia tonelada de maconha na região de Guaíra, às margens do Rio Paraná, na manhã desta quarta-feira. O acompanhamento de um veículo suspeito levou ao local onde a droga estava armazenada para ser distribuída entre automóveis. Ao perceberem a abordagem, os responsáveis fugiram, deixando para trás 534 kg de entorpecentes que foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Guaíra.
Dentre as ações de destaque nos primeiros dias da operação também está a apreensão de uma aeronave com valor estimado de R$ 500 mil que teria sido introduzida irregularmente no território nacional. A apreensão ocorreu em um aeródromo na cidade do Rio de Janeiro (RJ), e constatou-se que o prefixo original da nave havia sido adulterado na tentativa de escapar à fiscalização.
Nesta edição da operação, o controle sobre aeronaves que possam estar sendo utilizados para fins criminosos foi intensificado com a troca de informações com organismos internacionais como a Organização Mundial das Aduanas (OMA) e forças armadas da Colômbia e Peru. Com a coordenação da Receita Federal, participam da Operação Fronteira Receita Federal também diversas instituições de segurança pública, fiscalização e defesa, como as Forças Armadas Brasileiras, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Rodoviárias Estaduais, Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais. Outros órgãos de controle como Ibama, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anac, Anatel e Anvisa também integram a iniciativa.
A atuação conjunta com outros órgãos possibilita uma potencialização de recursos e compartilhamento de inteligência, traduzindo-se em significativo avanço no combate ao crime organizado. Ao impedir a entrada e comércio de produtos irregulares no país, a Receita Federal contribui para a melhoria do ambiente de negócios, combatendo a concorrência desleal e possibilitando a arrecadação de recursos para a realização de políticas sociais no Brasil, além de proteger a população de produtos potencialmente nocivos aos consumidores.
A atuação do cão de faro Thor (foto) marcou uma fiscalização da Alfândega da Receita Federal em Viracopos, realizada em 3 de novembro, que resultou na apreensão de 25 peças de armas de fogo em remessas internacionais de importação. O cachorro estava à procura de drogas, mas ajudou a encontrar uma encomenda com conteúdo bem diferente: partes de um fuzil.
Durante a inspeção de remessas expressas, Thor sinalizou uma das encomendas, indicando a possível presença de entorpecentes. Ao verificarem o conteúdo do pacote, os servidores encontraram as peças do armamento. Thor é treinado para detectar drogas, não para localizar armas. A hipótese considerada pela condutora é de que a remessa tenha sofrido contaminação cruzada com odor de entorpecentes, o que poderia explicar a indicação. A apreensão foi resultado da combinação de diferentes técnicas de fiscalização, incluindo gerenciamento de risco, inspeção por equipamentos de raio-X e atuação de cães de faro.
Iniciada em 2021, com foco na vigilância das fronteiras terrestres, a Operação Fronteira Receita Federal vem aumentando o escopo de sua atuação, intensificando os trabalhos de fiscalização em portos e aeroportos e também em rodovias e transportadoras por onde circulam produtos ilegais. A ampliação dos modais de transporte fiscalizados já demonstrou resultado nos atos preparatórios da operação. Na semana passada, em um trabalho conjunto com a Polícia Civil do Ceará, 146 kg de entorpecentes, incluindo cocaína, crack e skunk foram apreendidos em uma transportadora em Fortaleza.
Na edição de 2025 da ação foram apreendidos cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais, além de 3,5 toneladas de drogas. Também foram presas 18 pessoas em flagrante e apreendidos 160 veículos utilizados para a prática de crimes. Participaram da operação mais de 500 servidores da Receita Federal, além de centenas de agentes dos órgãos parceiros.
Dentre os destaques do trabalho realizado no ano passado figuram a descoberta de um laboratório clandestino de canetas emagrecedoras em Natal, que falsificava produtos de marca conhecida no mercado. Também foram retidas mais de R$ 50 milhões em mercadorias em um prédio de 19 andares que funcionava como depósito para distribuição de produtos que entraram irregularmente no País.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal
