Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai
Deputados da oposição paraguaia formalizaram um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña e o vice Pedro Alliana devido a um escândalo bancário.
O pedido, com 35 assinaturas, será discutido na Câmara dos Deputados na quinta-feira, 5, após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank.
Peña, que assumiu em 2023, é acusado de "mau desempenho" e "conflito de interesses", enquanto seu partido, o Colorado, detém a maioria no Congresso.
Deputados da oposição paraguaia apresentaram formalmente um pedido de impeachment contra o presidente do país, Santiago Peña, e seu vice, Pedro Alliana, em razão de um escândalo bancário que, na terça-feira, 3, deixou cerca de 3 milhões de cidadãos com suas contas congeladas.
O deputado Mauricio Espínola, um dissidente da base governista, afirmou que o documento apresentado ao presidente da Câmara dos Deputados obteve 35 assinaturas e que a sessão para tratar do processo de impeachment está marcada para quinta-feira, 5.
A medida ocorre um dia depois de o Banco Central do Paraguai determinar a intervenção no Ueno Bank por causa de uma grave insuficiência de capital. Peña, que assumiu o cargo em 2023 para um mandato até 2028, tem ações de um grupo que controlava o Ueno, das quais se desvinculou em 2025.
As autoridades monetárias iniciaram um processo de dissolução, colocando em dúvida o destino de economias que somam centenas de milhões de dólares.
A medida paralisou imediatamente suas operações digitais, incluindo saques e transferências bancárias. O Banco Central também ordenou a suspensão dos resgates em diversos fundos de investimento ligados à instituição. O anúncio causou pânico entre os paraguaios, que foram às ruas da capital, Assunção, para exigir respostas.
A acusação apresentada à Câmara nesta quarta-feira, 4, pede a abertura de um processo de impeachment contra o presidente "por mau desempenho de suas funções no exercício do cargo". Entre as acusações estão "conflito de interesses" e a evolução de seu patrimônio.
Os deputados precisam reunir 53 votos, de um total de 80 parlamentares, para aprovar o pedido. Se aprovado, o Senado conduzirá o julgamento, que poderá destituir os governantes caso sejam alcançados 30 votos entre os 45 senadores.
O Partido Colorado, de Peña, tem maioria no Congresso, embora a legenda seja liderada pelo ex-presidente Horacio Cartes, que está afastado de Peña e é figura-chave para definir a posição da base governista. (AP)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Portal do Holanda
