Ormuz pode se tornar “desnecessário” em cinco anos e ser substituído por novas rotas, diz CEO do HSBC

Ormuz pode se tornar “desnecessário” em cinco anos e ser substituído por novas rotas, diz CEO do HSBC

Georges Elhedery, CEO do HSBC, afirmou que o Estreito de Ormuz pode se tornar "desnecessário" em cinco anos devido a novas rotas logísticas.

O HSBC reportou que o Oriente Médio, Norte da África e Turquia oferecem US$872 bilhões em projetos de infraestrutura, parte de um total de US$1,4 trilhão.

O Banco Mundial prevê uma contração econômica de 1,3% na região em 2023, seguida por uma recuperação desigual até 2027.

DUBAI, 20 Out (Reuters) – O investimento em rotas logísticas alternativas no Golfo Pérsico para mitigar o impacto da guerra com o Irã poderia tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos, afirmou nesta terça-feira Georges Elhedery, presidente-executivo do Grupo HSBC.

O conflito destacou a forte dependência mundial dessa via navegável estratégica, pela qual passava anteriormente um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Isso está forçando os países do Golfo Pérsico a direcionar recursos para o desenvolvimento de dutos de energia até os portos, investimentos que, segundo Elhedery, permitirão que a região supere as consequências do conflito.

“Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo. Isso exigirá muitos investimentos”, disse o presidente-executivo do banco durante o evento HSBC Future Forum, em Dubai.

“É claro que desejamos e esperamos ver uma resolução para o conflito… Mas o Estreito de Ormuz, provavelmente daqui a cinco anos, pode se tornar obsoleto”, acrescentou.

O Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia estão oferecendo US$872 bilhões em pacotes de projetos individuais, parte de um portfólio mais amplo de infraestrutura planejado e ainda não concedido, no valor de US$1,4 trilhão, informou o HSBC em um relatório na segunda-feira, citando dados da MEED, uma plataforma de inteligência de mercado do setor de construção com sede em Dubai.

Enquanto isso, uma pesquisa recente do HSBC com mais de 1.600 líderes empresariais e cerca de 820 investidores institucionais globais revelou que eles ainda consideram o Golfo Pérsico um polo de investimentos atraente.

No entanto, após um crescimento de 3,3% em 2025, o Banco Mundial previu na semana passada uma contração econômica de 1,3% na região do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão neste ano devido à guerra. Isso deve ser seguido por uma recuperação forte, mas desigual, em 2027.


Fonte: Portal do Holanda

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