Países do G7 concordam em liberar reservas de diesel e petróleo após pressão dos EUA
Os países do G7 decidiram liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas de emergência, atendendo a pressão dos EUA.
A medida, que começa imediatamente e durará quatro meses, visa evitar restrições à exportação de energia e reduzir os preços dos combustíveis.
O G7 se comprometeu a não impor restrições à exportação de produtos energéticos entre seus membros, buscando aliviar a pressão sobre o governo Trump.
Por Kate Abnett e Jarrett Renshaw
BRUXELAS, 2 Out (Reuters) – Os países do G7 concordaram nesta sexta-feira em liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto das reservas de emergência e se comprometeram a não impor restrições à exportação de energia, após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os EUA lideraram uma campanha de pressão sobre a União Europeia para que esta reduzisse seus estoques de emergência de diesel, com o governo Trump alertando que a falta de ação poderia levar a uma proibição das exportações de diesel pelos EUA. Tal proibição poderia reduzir drasticamente o abastecimento à Europa, que tem se tornado cada vez mais dependente do diesel norte-americano, e potencialmente acarretar altos custos econômicos para o bloco.
Trump busca conter a alta dos preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato de novembro.
A guerra no Irã provocou, em março, a maior liberação de estoques de emergência da história, totalizando 400 milhões de barris, coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
"Levando em conta os compromissos já cumpridos, implementaremos nossos compromissos com uma liberação coordenada, por meio da IEA, de 100 milhões de barris", afirmou o G7 em comunicado conjunto.
O grupo informou que a medida terá início imediato e durará quatro meses, com uma liberação substancial de diesel concentrada no início, a ser realizada pelos membros e parceiros do G7 em até 20 dias.
Não estava claro quanto do petróleo previsto no novo acordo viria do que restou do pacto de março. O diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, disse esta semana que os membros haviam liberado cerca de dois terços dos 400 milhões de barris previstos no acordo.
A liberação terá início imediato e durará quatro meses, com uma quantidade substancial de diesel a ser liberada em até 20 dias pelos membros e parceiros do G7, informou o comunicado.
O comunicado não forneceu uma discriminação dos volumes de petróleo bruto, diesel e outros produtos a serem liberados, nem indicou quais países participariam.
"Nos reuniremos no âmbito da IEA nos próximos dias para discutir a possibilidade de liberações adicionais de diesel, conforme necessário", acrescentou o comunicado.
"A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel, que está em estoque em grande volume. O processo terá início imediatamente", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social nesta sexta-feira.
ÍNDICES DE APROVAÇÃO EM BAIXA
Trump busca reduzir os preços dos combustíveis, já que enfrenta um índice de aprovação de 32% — o mais baixo de sua carreira — em uma pesquisa Reuters/Ipsos, com os eleitores particularmente preocupados com o custo de vida. A pesquisa, realizada entre 17 e 20 de setembro, revelou que apenas 17% dos norte-americanos aprovavam a maneira como Trump tem lidado com o custo de vida.
O governo tornou a redução dos preços da energia uma prioridade, na tentativa de amenizar o impacto da guerra contra o Irã e dos altos custos dos combustíveis sobre os consumidores e setores que dependem do diesel, como o transporte rodoviário e a agricultura.
Fonte: Portal do Holanda
