Países do G7 concordam em liberar reservas de diesel e petróleo após pressão dos EUA

Países do G7 concordam em liberar reservas de diesel e petróleo após pressão dos EUA

Os países do G7 concordaram em liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo das reservas de emergência para conter a alta dos preços dos combustíveis.

A medida, elogiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, terá início imediato e se estenderá por quatro meses, com foco na liberação de diesel.

Analistas destacam que a declaração do G7 é política e não vinculativa, visando evitar restrições à exportação de diesel entre os membros do grupo.

PARIS, 2 Out (Reuters) – Os países do Grupo dos Sete chegaram a um acordo nesta sexta-feira sobre a liberação de 100 milhões de barris de diesel e petróleo das reservas de emergência, em uma medida elogiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que busca ajuda para conter a alta dos preços dos combustíveis associada ao conflito com o Irã.

O conflito provocou, em março, a maior liberação de estoques de emergência da história, coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

"Levando em conta os compromissos já cumpridos, implementaremos nossos compromissos com uma liberação coordenada, por meio da IEA, de 100 milhões de barris", afirmou o G7 em comunicado conjunto.

O grupo informou que a medida terá início imediato e durará quatro meses, com uma liberação substancial de diesel concentrada no início, a ser realizada pelos membros e parceiros do G7 em até 20 dias.

Não foram fornecidos detalhes sobre os volumes de petróleo, diesel e outros produtos a serem liberados, nem informados quais países participariam.

"Nos reuniremos no âmbito da IEA nos próximos dias para discutir a possibilidade de liberações adicionais de diesel, conforme necessário", acrescentou o comunicado.

"A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel, que está em estoque em grande volume. O processo terá início imediatamente", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social na sexta-feira.

O presidente dos EUA busca reduzir os preços internos dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.


Fonte: Portal do Holanda

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