Pedaço de foguete desativado da SpaceX atinge a Lua e levanta poeira

Pedaço de foguete desativado da SpaceX atinge a Lua e levanta poeira

Um pedaço do foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a Lua na madrugada de quarta-feira, levantando poeira lunar e gerando interesse entre astrônomos.

O impacto ocorreu às 3h35 (horário de Brasília) a 8.690 km/h, sem imagens em close-up do evento devido à falta de espaçonaves posicionadas.

O Very Large Telescope detectou gases de sódio e lítio na pluma de impacto, indicando a composição do solo lunar e do próprio estágio do foguete.

WASHINGTON, 5 Ago (Reuters) – Um pedaço de foguete da SpaceX, que flutuava no espaço desde o ano passado, atingiu a Lua em alta velocidade na madrugada desta quarta-feira, juntando-se à lista de meteoróides, naves espaciais perdidas e outros pedaços de lixo espacial que há séculos bombardeiam a superfície lunar, confirmaram astrônomos.

O objeto, do tamanho de um ônibus escolar, é o segundo estágio de um foguete Falcon 9 da SpaceX que havia lançado um módulo de pouso lunar da Firefly Aerospace em direção à Lua em janeiro de 2025. Sua colisão prevista com a Lua tornou-se um espetáculo para astrônomos e entusiastas do espaço ansiosos para observar como tudo se desenrolaria.

Pesando 4 toneladas, o corpo do foguete colidiu com a Lua por volta das 3h35 (horário de Brasília), viajando a 8.690 km/h. Nenhuma das poucas espaçonaves em órbita lunar estava posicionada para capturar imagens em close-up do impacto.

Mas no Observatório de Paranal, no Chile, o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) detectou lampejos de luz associados ao impacto.

“Podemos confirmar que o telescópio detectou linhas espectrais de gás de sódio e lítio na pluma de impacto, que perdurou por 5 a 10 minutos após o impacto”, disse um porta-voz do ESO à Reuters.

O impacto ocorreu próximo à linha do terminador da Lua, ou seja, a fronteira entre o lado iluminado pelo Sol e o lado oculto. Assim como aconteceu com objetos que colidiram com a Lua no passado, o estágio do foguete levantou uma nuvem de poeira lunar que foi brevemente iluminada pela luz solar, mas difícil de ser observada a olho nu da Terra.

A forma como a nuvem de impacto interagiu com a luz solar permitiu que os astrônomos obtivessem pistas sobre sua composição.

Acredita-se que o gás de sódio detectado nos espectros tenha se originado do solo lunar, enquanto os traços de lítio podem ter vindo do próprio estágio do foguete, disse à Reuters Carl Schmidt, o astrônomo-chefe responsável pelas observações do impacto.

“Essa observação não saiu perfeitamente e esta é uma análise muito preliminar, mas eu queria compartilhar algo rapidamente, e poderemos falar mais sobre esses resultados com o tempo”, disse Schmidt por email.


Fonte: Portal do Holanda

Leia a matéria original

Avatar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *