PF deflagra operação em combate ao tráfico de animais silvestres
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (1°/10), a Operação Tarântulas II, com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) da PMBA, Polícia Militar de São Paulo e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/INEMA), com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação que apura a aquisição, guarda, criação, comercialização e remessa ilegal de espécimes da fauna silvestre, com especial enfoque no tráfico de tarântulas nativas brasileiras. A operação constitui desdobramento da Operação Tarântulas, deflagrada em setembro de 2025.
As investigações tiveram origem a partir da identificação de um esquema voltado à criação e comercialização clandestina de aracnídeos, inclusive espécies brasileiras de elevado valor no mercado internacional. Durante a primeira fase da investigação, foram apreendidos mais de duzentos espécimes de aranhas, escorpiões e lacraias, além de dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros que evidenciaram a existência de uma rede voltada à circulação nacional e internacional de animais silvestres.
A análise do material apreendido permitiu identificar novos investigados e revelar indícios da existência de uma rede estruturada envolvendo criadores, intermediários e adquirentes localizados em diferentes estados brasileiros, bem como contatos com comerciantes e compradores estabelecidos no exterior. Os elementos informativos colhidos até o momento apontam a possível prática dos crimes de aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.
Os investigados poderão responder, conforme sua participação, pelos crimes de matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, guardar ou manter espécimes da fauna silvestre sem autorização da autoridade competente; introdução de espécime animal no país sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente; receptação e contrabando, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados ao longo da investigação.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal
