Polícia Federal deflagra nova operação contra crime organizado no Rio de Janeiro

Polícia Federal deflagra nova operação contra crime organizado no Rio de Janeiro

Oitava fase da Operação Unha e Carne tem o objetivo de desarticular organização armada que usa uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões

Nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis* utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.

De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Polícia Federal. O Coaf é ligado ao Banco Central

Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.

A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635 e foi o tema da reunião realizada no último dia 6/10 entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Por Polícia Federal no Rio de Janeiro


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

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