Pouco mais da metade dos candidatos em disputas acirradas pelo Senado dos EUA dizem que aceitarão resultados

Mais da metade dos candidatos ao Senado dos EUA afirmaram que aceitarão os resultados eleitorais, destacando a incerteza a menos de um mês das eleições.

Entre as 26 campanhas consultadas, nove democratas, um independente e quatro republicanos confirmaram aceitação incondicional dos resultados, enquanto outros deram respostas condicionais.

A Casa Branca defendeu que Trump promoveu eleições livres e justas, enquanto 76% dos eleitores expressaram confiança na contagem de seus votos, segundo pesquisa recente.

WASHINGTON, 15 Out (Reuters) – Pouco mais da metade dos candidatos dos principais partidos nas disputas mais acirradas pelo Senado dos EUA afirmaram à Reuters que aceitarão os resultados eleitorais, independentemente do desfecho, enquanto alguns demonstraram certa incerteza a menos de um mês das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

A Reuters perguntou aos candidatos republicanos e democratas ao Senado e às suas equipes de campanha se aceitariam os resultados eleitorais em 13 Estados que podem determinar qual partido controlará a câmara alta do Congresso nos últimos anos da Presidência de Donald Trump.

A agência de notícias também buscou saber suas posições sobre uma possível intervenção eleitoral por parte do governo Trump. A Reuters conversou com alguns candidatos pessoalmente, mas realizou a maioria das consultas por email ou mensagem de texto.

As respostas contraditórias destacam a incerteza que paira sobre as eleições intermediárias, quase seis anos depois que Trump tentou reverter sua derrota nas eleições de 2020 para o ex-presidente democrata Joe Biden. Antes da votação deste ano, Trump tem feito repetidos esforços para federalizar as eleições estaduais, obter acesso aos cadernos eleitorais estaduais e aos registros de votação, além de acusar os democratas de fraude eleitoral sem apresentar provas.

Atualmente, os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47 cadeiras no Senado. Mas o índice de aprovação de Trump, que atingiu um nível historicamente baixo, e os altos preços da energia e de outros bens, gerados por sua política de tarifas e pela guerra com o Irã, prejudicam os republicanos, mesmo em Estados que normalmente tendem a votar neles, aumentando as esperanças dos democratas de assumir o controle do Senado. Os democratas já são favoritos para conquistar a Câmara dos Deputados, afirmam analistas independentes.

Das 26 campanhas pesquisadas, as de nove democratas, um independente e quatro republicanos afirmaram que seus candidatos aceitariam os resultados sem condições.

Em um momento em que autoridades eleitorais estaduais e locais se preparam para a possibilidade de intervenção do governo Trump, alguns democratas criticaram as restrições ao voto impostas pelos republicanos e enfatizaram a necessidade de garantir que todos os votos válidos sejam contados, enquanto alguns republicanos acusaram os democratas de minar a confiança do público nas eleições.

Em quatro disputas — Alasca, Iowa, Maine e New Hampshire — as campanhas de ambos os partidos afirmaram que aceitariam os resultados eleitorais sem condições. Em outras cinco disputas — Kansas, Michigan, Nebraska, Ohio e Carolina do Sul — os democratas sinalizaram aceitação, enquanto os republicanos deram respostas condicionais ou não abordaram a questão.

Pelo menos uma campanha não respondeu às perguntas da Reuters nas disputas restantes: Carolina do Norte, Geórgia, Minnesota e Texas. Os motivos para essa reticência não ficaram claros.

ELIMINANDO A INTERFERÊNCIA

“Esperamos plenamente uma eleição justa, na qual todos os eleitores qualificados da Geórgia possam ter certeza de que suas vozes foram ouvidas”, disse Ellie Dougherty, porta-voz da campanha do senador democrata Jon Ossoff, que busca seu segundo mandato na Geórgia, um importante campo de batalha na pressão do governo pelo acesso a dados eleitorais e registros eleitorais.

“Mas se houver preocupações críveis de interferência por parte do governo Trump, ou de qualquer entidade, vamos empregar toda a força de nosso aparato jurídico para eliminar essa interferência”, declarou Dougherty em comunicado.


Fonte: Portal do Holanda

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