Rússia intensifica proteção dos navios de carga no Mar Negro e desenvolve rotas alternativas

A Rússia está reforçando a proteção de navios no Mar de Azov e no Mar Negro devido à escalada de ataques na região.

O Ministério dos Transportes criou uma força-tarefa para desenvolver rotas alternativas para o transporte de cargas e redirecionar fluxos.

Os ataques mútuos entre Rússia e Ucrânia estão elevando os preços do trigo e podem impactar o abastecimento global de alimentos.

MOSCOU, 3 Ago (Reuters) – A Rússia anunciou nesta segunda-feira que está reforçando a proteção dos navios na bacia do Mar de Azov e do Mar Negro, ao mesmo tempo em que desenvolve rotas alternativas para o transporte de cargas, em uma medida que se segue a uma forte escalada dos ataques no mar por ambos os lados na guerra na Ucrânia.

O Ministério dos Transportes da Rússia informou que, em resposta à “situação tensa no Mar de Azov decorrente de ataques hostis com drones a embarcações marítimas”, criou uma força-tarefa para encontrar novas rotas e redirecionar os fluxos de carga para outros meios de transporte.

“Várias empresas de estiva já manifestaram disposição para lidar com volumes adicionais de carga e acelerar as taxas de embarque em seus terminais, dentro dos limites de suas capacidades operacionais”, afirmou em comunicado.

Em conjunto com o Ministério da Defesa, “medidas adicionais estão sendo implementadas para garantir a segurança da navegação e proteger as embarcações na bacia do Mar de Azov e do Mar Negro”.

A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, e a Ucrânia, também importante exportadora agrícola, vêm atacando mutuamente suas instalações de exportação agrícola e embarcações comerciais na região do Mar Negro nas últimas semanas, elevando os preços do trigo nos mercados globais.

O principal grupo de lobby do setor de grãos da Rússia alertou na sexta-feira que os ataques de drones ucranianos a navios e portos russos poderiam interromper as exportações de grãos pelo Mar Negro em um futuro próximo, elevando os preços e causando fome na África e no Oriente Médio.

O maior sindicato agrícola da Ucrânia, a UAC, também alertou nas últimas semanas que os ataques russos à navegação perto do porto de Odessa, no sul do país, estão restringindo as exportações ucranianas no período crucial da colheita e poderiam afetar o abastecimento global de alimentos.

(Reportagem de Anton Kolodyazhnyy)


Fonte: Portal do Holanda

Leia a matéria original

Avatar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *