Serviço Geológico e UFRJ fazem diagnóstico ambiental da costa brasileira
Em Marica (RJ), entre 5 e 8 de agosto, foram realizados estudos da penúltima etapa de projeto que analisa as transformações das praias ao longo dos anos, considerando as mudanças climáticas.
Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizam, entre 5 e 8 de agosto, a penúltima etapa do projeto Dinâmica Costeira em Maricá (RJ). São realizados estudos para analisar as transformações das praias ao longo dos anos, considerando as mudanças climáticas. O projeto é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os dados permitirão identificar áreas mais vulneráveis a ressacas e trechos suscetíveis à erosão costeira, além de indicarem os períodos mais críticos do ano à perda de areias nas praias. Dessa forma, o estudo subsidiará ações para gestão territorial e a proteção do litoral.
O estudo envolve uma série de levantamentos com uso de drones, coleta de materiais e análises laboratoriais ao longo de dois anos, permitindo a comparação da dinâmica das praias em diferentes estações do ano. A primeira etapa ocorreu em novembro de 2024.
Fragilidades na região costeira
As regiões costeiras são consideradas ambientes naturalmente frágeis devido à dinâmica complexa associada à ação das marés, ventos e ondas, aumento do nível do mar, além dos impactos provocados por atividades humanas, como urbanização, poluição e exploração dos recursos naturais. Esse cenário impacta diretamente a vida da população.
Aproximadamente 50 milhões de pessoas vivem na região costeira do Brasil, segundo o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil (2011). Esse total representa cerca de 25% de toda a população do país.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal
