Sobrevivente do Holocausto se diz “chocada” com extrema-direita no poder em Estado alemão
Eva Umlauf, sobrevivente do Holocausto, expressou sua indignação com a ascensão da extrema-direita na Alemanha, especialmente após a vitória do AfD na Saxônia-Anhalt.
O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) está a um passo do poder em um Estado alemão pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Umlauf, presidente do Comitê Internacional de Auschwitz, alerta sobre o impacto da extrema-direita nas minorias e na imigração no país.
MUNIQUE, 9 Set (Reuters) – Eva Umlauf tinha dois anos quando ela e sua mãe foram libertadas do campo de extermínio nazista de Auschwitz, em janeiro de 1945. Ela diz que fica horrorizada ao ver que, mais de 80 anos depois, a extrema-direita está novamente em ascensão na Alemanha.
A vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) no Estado de Saxônia-Anhalt, no leste do país, no último domingo, colocou um partido de extrema-direita a um passo do poder em um Estado alemão pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
“O que posso dizer? Eu esperava por isso e, mesmo assim, estou chocada”, disse ela à Reuters em uma entrevista. “Estou chocada, estou triste; não sei o que leva as pessoas a votarem nesse partido.”
Umlauf, uma pediatra e psicoterapeuta nascida na Eslováquia que mora em Munique, visita escolas para ensinar as crianças sobre o Holocausto e atua como presidente do Comitê Internacional de Auschwitz.
Fonte: Portal do Holanda
