Suzano espera demanda mais forte por celulose no 2º semestre
A Suzano projeta um aumento na demanda por celulose no segundo semestre, impulsionado por um crescimento no consumo de papel na China.
Leonardo Grimaldi, vice-presidente da empresa, destacou a recuperação da demanda sazonal e estoques equilibrados nos portos chineses.
Marcos Assumpção, vice-presidente financeiro, afirmou que a melhoria na política de retorno aos acionistas dependerá da redução da alavancagem financeira para 2,5 vezes.
SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) – A Suzano está vendo um ambiente mais favorável para a demanda de celulose no segundo semestre, em meio a sinais em agosto de avanços no consumo de papel na Ásia, afirmou o vice-presidente da companhia para a área, Leonardo Grimaldi, nesta quinta-feira.
"Vemos a demanda crescendo no consumo de papel de todos os tipos. É uma tendência positiva de consumo na China", disse o executivo durante conferência sobre os resultados da Suzano no segundo trimestre, divulgados na noite da véspera.
"Estamos mais otimistas sobre o segundo semestre e muito confiantes", sobre aumento na demanda por celulose, acrescentou.
Segundo Grimaldi, após o mercado de celulose ter apresentado uma dinâmica em julho similar à mostrada no final do segundo trimestre, em agosto a empresa está vendo o retorno da demanda sazonal aliada a estoques bem balanceados nos portos e nos produtores de papel da China.
"Isso deve suportar mais demanda e um forte segundo semestre", afirmou.
Questionado sobre quando a Suzano poderá discutir uma melhora na política de retorno aos acionistas, o vice-presidente financeiro da empresa, Marcos Assumpção, afirmou que vai depender de a companhia atingir a meta de redução da alavancagem financeira para o múltiplo de 2,5 vezes.
A Suzano apresentou uma relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado em dólares de 3,4 vezes no final do primeiro semestre, após 3,3 vezes no fim de março e 3,1 vezes no segundo trimestre de 2025.
O presidente-executivo da Suzano, João Alberto Fernandez de Abreu, reafirmou que a companhia não tem projetos de fusão e aquisição pela frente e que a prioridade é a redução da alavancagem, algo que tende a ser apoiado pela própria operação da Suzano e por venda de terras da empresa.
(Por Alberto Alerigi Jr. Edição de Pedro Fonseca)
Fonte: Portal do Holanda
